(Este texto foi originalmente publicado na minha coluna do Jornal Carta Aberta, em Outubro de 2005)
Sibolete?!
Devemos estudar a bíblia minuciosamente, porque, embora a misericórdia de Deus nos perdoe de tudo, podemos viver prejudicados por coisas sutis.
Sotaque mortífero
O sotaque matou quarenta mil (Jz 12.6). Intimados a dizer “Shibboleth”, os efraimitas pronunciavam “Sibboleth”, denunciando quem eram. Mais adiante, Neemias reprovou, amaldiçoou e espancou certos judeus casados com mulheres “pagãs”, cujos filhos falavam uma mistura de hebraico e asdodita (Ne 13.24).
Atenção: a confusão lingüística era só “sintoma”. O sofrimento veio de individualismo (que costuma esconder orgulho, que se evidencia na “independência” de quem acha que não precisa dos outros), espírito de divisão (que se opõe à unidade de espírito ardentemente desejada por Jesus) e falta de compromisso (irresponsabilidade de servos negligentes, aceitando posturas reprovadas e miscigenação com culturas corrompidas).
E hoje? Há cristãos com “sotaque asdodita”?
Perigo!
Pertencendo à SBPC, discuti com evolucionistas. Combati revistas “científicas” e afirmações heréticas como a de que “homem pode ter cérebro feminino e vice-versa” e de que “saindo das cavernas e levando vida nômade para caçar”, o homem desenvolveu o “instinto da agressividade”, que nem é instinto!
Contra a Galileu, recebi apoio do mais renomado neurocientista brasileiro. Na SBPC, vários outros cientistas cristãos se uniram. Mas, na “família cristã”, muitos estranharão discordar de um homem de Deus (que amo profundamente), que, num excelente estudo sobre casamento, disse que os homens têm espírito “nômade porque no passado tinham que sair para caçar”.
Errado!
Cristãos deviam crer: Deus criou a natureza masculina mais arrojada que a feminina. Atribuir a diferença ao nomadismo e às caçadas é servir ao senhor do Evolucionismo ateu, que a matemática desmascarou, mas usa a tática da serpente para seduzir. É miscigenação! É errar a pronúncia de Chibolete!
A quantos de nós Neemias espancaria por causa da “linguagem asdodita”?
A propósito...
Devemos “quebrar paradigmas”?
Outro líder muito querido ensina sobre “quebra de paradigmas” (para vencer obstáculos, ultrapassar barreiras, alcançar objetivos, etc.). “Paradigma” (padrão, exemplo, parâmetro) tem ricos significados em sociologia, como sinônimo de “conjunto de crenças e valores”. Tudo ótimo. O problema é a origem da idéia: “quebrar padrões” é a mentalidade da Nova Era, com objetivos bem definidos.
Um exemplo de “quebra de paradigmas” é simbolizado pelo “pé de galinha” (círculo contendo a cruz de cabeça para baixo e com os braços quebrados, usado em colares, camisetas, adesivos, etc.). Esse espírito quer quebrar todos os paradigmas “absurdos” dos cristãos: casamento de homens com mulheres, abstinência sexual extraconjugal, salvação só através de Cristo, etc. “Opõe-se contra tudo o que se chama Deus” (2 Tm 2.4).
Nós, cristãos, já temos bastantes problemas de comunicação. A sedução da antiga serpente (Ap 12.9) agora é “quebrar” paradigmas verbais, porque o vocabulário de Cristo não é suficiente; quebrar os paradigmas emocionais do fruto do espírito, pintando-o como impraticável; e aceitar os “paradigmas” comportamentais que “gratificam” já, porque são mais fáceis, embora o nosso paradigma “obsoleto”, a tal de bíblia, chame de obras da carne e avise que são mortais. Mas a antiga serpente afirma que não morreremos nada! Que Deus está “escondendo o jogo”!
Eva e Adão foram nessa conversa e você sabe o resultado. Resta perguntar: para realizar os propósitos de Deus precisamos buscar palavras no dicionário do anticristo?
Por falar nisso...
Palavras têm poder?
Ainda estava gravado na mulher com síndrome do pânico que, aos quatro anos, sentiu medo de montar num boi e o pai repreendeu: “Covarde! Medrosa!”
Era para nós, cristãos, desatarmos pessoas assim (Jo 11.44), mas não queremos aprender nem investir nos outros. Então, uma técnica análoga à Programação Neurolingüística (PNL) resolveu. As palavras negativas a escravizaram ao pânico, mas invertendo-se o processo, a verdade a libertou (Jo 8.32).
Há anos usei um recurso simples de PNL: como a Izabel é excelente em culinária, encrencávamos sempre que ela fazia ambrosia, porque eu comia quase tudo sozinho. Cansado daquilo, pratiquei o que tinha aprendido e, ao tentar provar ambrosia de novo, quase vomitei!
Não é a palavra por si só, nem mágica: palavras associadas a emoções (ligadas a imagens mentais) produzem o mesmo maravilhoso ou terrível efeito neuropsicológico de palavras associadas à visão de fé, seja ela positiva ou negativa (Hb 11.27; Nm 13.27-33; 14.1-11; etc.). A força conjunta de imagens mentais (visão, fé), emoções e palavras é irresistível.
E então, queridos teólogos? Desafio com todo o respeito: provem-me que palavras não têm poder!
Já que falamos em Neurociências...
Contradição?
A Scientific American (out. 2005) afirma que certa descoberta “contradiz a teoria de que a fala evoluiu de novas estruturas neurais exclusivas de humanos”.
Primeiro, a capacidade de falar não evoluiu; foi criada e se desenvolve na prática individual. Segundo, não há “novas estruturas neurais”. São estruturas neurais humanas, não “upgrade” de cérebro de macaco para teste em corpo humano (Mc 12.24). O erro está no raciocínio evolucionista e na preguiça de pensar!
A fala humana é a extrema sofisticação da comunicação do pensamento entre indivíduos. Começa no espírito, que processa o “alimento” mental, emocional e espiritual que lhe damos para “mover” o cérebro (estrutura assombrosa, magnífica, porém imprestável, sem o espírito).
Ou seja, a fala funciona biologicamente através de “estruturas neurais exclusivas de humanos”. Não é a evolução que faz região análoga do córtex de macacos movimentar a mandíbula deles: é inteligência de projeto! Nada mais lógico que a “área motora da fala” (que sincroniza os movimentos da mandíbula) ficar na região das demais áreas motoras cerebrais! Até alguns ateus compreendem que, como todo o universo, a vida é um Design Inteligente (ver sites em Carta Aberta, Agosto/2005).
Já que falamos em revistas...
“O fim do mundo começou”
A manchete de capa da Superinteressante (está nas bancas) também afirma: “Enchentes, epidemias, furacões – para os cientistas, o apocalipse já começou”. Diz ainda que há uma “conspiração para esconder isso”. Podem esconder dos que não estudam a bíblia. Quem estuda compreende os sinais dos tempos e pode alertar os cientistas: preparem-se para muito mais e muito pior!
Isso nem é o princípio das dores ainda, mas a cada dia aparecem mais coisas “apocalípticas”.
Veja esta:
“PAI Póstolo”!
Não estou inventando! Carta Aberta e outros são testemunhas!
Será o “Pai dos Apóstolos”? Dos doze de Jesus? Só dos “apóstolos” brasileiros? Dos latinos? De todos?
“Puseste à prova os que se dizem apóstolos e não são, e os achaste mentirosos” (Ap 2.2). Grandes homens de Deus têm a humildade que falta aos pequenos (no pior sentido). Conheço, nesta geração, um pastor e um evangelista cuja grandiosa obra os qualifica como apóstolos, mas não admitem um título desses. Agora imaginem “paipóstolo”! Como é que fica a ordem de Mt 23.9?
Sem comentários!
“Desapóstolo”
Omito nomes para não imitar “Z”, que, entre outras coisas censuráveis, escreveu: “Nos últimos séculos da historia da fé, ninguém fez tanto mal à ‘igreja’ quanto essa trinca de autores: A, B e C”.
Mas foi justamente Z quem causou o maior mal à ‘igreja’ brasileira! Bem diz a bíblia: “o orgulho precede a queda, e a humildade a honra” (Pv 16.18; etc.). Convivi com Z, antes de sua queda, mas receio que afunde ainda mais, porquanto seus preconceitos pseudoteológicos rotulam servos de Deus mais humildes que ele e que, portanto, são exaltados por Deus, inclusive por continuarem sendo grande bênção para milhões!
Paulo recomenda: “examinai tudo; retende o que é bom” (1 Ts 5.21). Isso faz a diferença.
Getsêmani
Em momentos extremos, ter apoio de alguém é crucial. Quando Jesus disse: “Vós tendes permanecido comigo nas minhas provações” (Lc 22.28), não demorou para constatar, no momento da angústia mais esmagadora, que estava completamente só. Isto pode acontecer justamente quando o peso mais dói. Aquela voz amiga, que outrora gemeu conosco, orando ou confortando, agora se afastou em silêncio, cansada, sem nos compreender. É então que precisamos estar experientes na comunhão com Aquele que enfrentou o terrível sofrimento do Getsêmani. E, mesmo então, poderemos dizer: “Em todas essas coisas somos mais do que vencedores por Aquele que nos amou” (Rm 8.37).
Finalizo com 2 Jo v.12.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Breves e importantes
(Este texto foi originalmente publicado na minha coluna do Jornal Carta Aberta, em Setembro de 2005. A parte com o subtítulo de "Gratidão a dois grupos" se refere aos comentários sobre o meu texto do mês anterior, na mesma coluna do Jornal)
Breves e importantes
O momento é muito rico e propõe vários assuntos. O espaço é curto e limita a breves toques.
Gratidão a dois grupos
1) Alguns sábios declararam que só um louco escreveria como eu! Isso me enaltece, porque “Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir... os sábios” (1 Co 1.27)!
2) Muitos leitores amáveis creditam meus textos à inspiração de Deus. Como eles, dou todo o mérito ao Senhor, de quem dependo totalmente, o que me alegra ainda mais: “Bem-aventurados sois quando vos injuriarem... por minha causa. ... exultai, porque é grande o vosso galardão... porque assim perseguiram aos profetas de antes” (Mt 5.11-12)!
Brasil
Josué Sylvestre aborda a situação nacional. Então, só um toque: “Exorto que, antes de tudo, se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens, pelos reis e todas as autoridades, para que tenhamos uma vida tranqüila e sossegada, em toda a piedade e honestidade” (1 Tm 2.1-2).
Graças a Deus pelos políticos operosos e honrados (inclusive alguns evangélicos). Graças a Deus pelos bons governantes e pelos bons juízes (idem). Mas Paulo recomendou que “se façam antes de tudo... orações” por todos eles. Então, qual é a prioridade dos presidentes dos três poderes, governadores e prefeitos, em tuas orações? E dos legisladores e juízes locais, estaduais e nacionais (*)?
(*) Pela ambigüidade de “seu” e “sua” (que o “você” indigesto e de etimologia infeliz e enganadora requer), opto nestas frases pela clareza dos oblíquos do “tu”.
Matemática do jeitinho
Um carro sai da igreja ostentanto “JESUS” em letras enormes. Coisa linda!
O dono arranca “a mil” e “fura” o sinal já vermelho, na esquina. Coisa feia!
Tal indisciplina e irresponsabilidade (risco de acidente sério e de envergonhar ainda mais o Nome que ostenta, mas desonra) confirma a Palavra: “este povo me honra com os lábios [letras no carro], mas seu coração [atitude] está longe de mim” (Is 29.13).
Milhões são infiéis no “pouco” (Lc 16.10) e não raciocinam que “pequenos delitos diários” x “milhões de crentes” = “bilhões de transgressões por ano”! Isso tem conseqüências gravíssimas, tal como as “pequenas gotículas inofensivas”, que, reunidas aos bilhões, resultam em tempestades catastróficas!
Depois hipócritas como o citado reclamam de viver num país corrupto! E ainda querem que Deus faça mágicas com sua vida pessoal e com o país! Sim, porque milagres tais maquiavélicos não esperem – a menos que se arrependam (2 Cr 7.14)!
Brasil 2006
As eleições se aproximam. Os partidos políticos descumprem 99% das promessas. Só há um que cumpre cem por cento do seu programa simples, de sete itens. Mas as propostas são interativas.
Torne-se um “militante”. Então, o “Dono do partido” cumprirá três mega-realizações, porque, se você honra compromissos pessoais para proteger seu próprio nome, imagine Ele! Façamos, pois, a nossa parte e nem precisaremos cobrar o compromisso, porque Ele zela por si mesmo. Os quatro requisitos prévios e as três “promessas de campanha” estão em 2 Cr 7.14.
Questão prática: você já começou a campanha política de 2006? Já está orando para que sejam eleitas as pessoas que Deus quer? Está orando para que essas pessoas façam uma campanha sábia, decente e vitoriosa?
“Quem sabe fazer o bem e se omite está pecando” (Tg 4.17).
“Isso é sinal dos tempos”
Desculpa esfarrapada! Se “tempos finais” são a única razão dos nossos problemas, então Jesus vai voltar só para o “terceiro mundo”! O “primeiro” está longe de ser um paraíso, mas “lá” a corrupção e a criminalidade são muito menores, os programas sociais são muito melhores, a pobreza e a fome são muito menores, etc.
Não há efeito sem causa. Essas diferenças têm motivos. Ex 20.5-6, entre outras.
Omissão imprevidente
Não se engane: nem tudo acontece porque Deus quer (ou você acha que Deus é bandido?). Uma chave para entender: “o mundo jaz no maligno” (1 Jo 5.19); outra: nós deixamos o grande Marginal agir. Temos autoridade para pisar (Lc 10.19) e amarrar (Mt 12.29) o inimigo (e a nós mesmos, pela auto-disciplina, elemento do fruto do espírito), assim resgatando o que é nosso, trazendo libertação, etc. Mas não usamos. E, se somos omissos, somos (você e eu) culpados por muito do que o diabo faz (Tg 4.17)!
Jesus ensinou que devemos ter bom-senso, precaver-nos contra o inimigo, ser previdentes, etc.
Por falar em previdência...
Um dos princípios de Deus é a parceria. Em muitas situações, Ele só faz a parte dele depois que fazemos a nossa. Nos evangelhos, milagres materiais e lições contra o desperdício requereram prévia obediência ao Senhor (Lc 9.13-17; Jo 6.9-13; etc.). Quando você ouve e pratica, Ele pode fazer milagres. Se não quiser ouvir e aprender, não espere mágicas.
Tendo ignorado longamente (Os 4.6) as diretrizes bíblicas para vencer dívidas e ter suficiência, milhões de cristãos estão em desespero tal que alguns entram em profunda depressão, sofrem doenças digestivas, etc., oprimidos pelo desequilíbrio orçamentário. Acredite-me: Deus abençoará suas finanças quando você parar de quebrar os princípios sensatos que ELE estabeleceu. Está na bíblia! Tudo claro e sem mágicas!
O Pastor Ebenézer Bittencourt (www.haggai.com.br; lema: aprimorar as qualidades dos líderes cristãos) apresenta excelente palestra sobre “Inteligência Financeira”. Recomendo fortemente. Entre no site e pelo menos compre o excelente DVD ou CD duplo. Assista, estude e medite até o conteúdo moldar a mentalidade familiar.
“Ah! Isso exige muito esforço!”
Examine Pv 21.25; 26.16, etc.
Um conhecido meu prefere continuar trabalhando como escravo (15 ou mais horas, inclusive nos fins de semana) para tentar empatar no fim do mês: recusou-se a pagar dez reais pela palestra e seu material! E qual família você acha que vive desanimada, queixosa de que Deus não abençoa?
Leilão de ferramentas
Satanás resolveu aposentar-se e leiloou as ferramentas. Mas sobrou uma. Questionado sobre o preço astronômico, revelou que a pequena ampola e a minúscula seringa eram sua arma secreta: inocular uma dose microscópica daquele veneno transformava qualquer pessoa num trapo. Como ninguém conseguiu comprar, até hoje Satanás continua trabalhando com o conteúdo destruidor da ampola: desânimo.
Resumida do saudoso pastor José Gomes Moreno, a estória ilustra Viktor Frankl (logoterapia): quando uma pessoa não vê objetivo no futuro nem sentido na vida e entrega os pontos, é praticamente impossível ajudá-la. Até sua imunologia se desativa. Se não procurar um motivo para reagir, morre.
Não só essas, mas pessoas carnais (instáveis, explosivas, indisciplinadas) e sem objetivos de longo prazo (pior ainda estando mal de finanças) – já fui tudo isso! – são vítimas fáceis de culpa e de nublagem (estado psíquico confuso, obscuro; como pilotar um avião pequeno dentro de uma nuvem imensa, sem radar). Daí a “virar um trapo”, por auto-comiseração, desânimo, depressão e opressão física (doença), são poucos passos.
Boas notícias
O oposto: vi gente com quase setenta anos ser orientada e reagir a problemas e limitações. É como ligar um pequeno radar no aviãozinho (seu espírito) e deixar que a poderosa Torre de Controle (o Espírito de Deus) oriente em segurança, ajudando a encontrar sentido para a vida, metas para alcançar, alvos para atingir e visão clara para prosseguir em direção a grandes objetivos e à realização de grandes projetos.
Se você levou uma picada do desânimo, não fique com pena de si nem se esconda na solidão. Isso só piora.
Reaja!
Procure alguém!
Se quiser apoio, procure com quem aprendeu a lutar!
Nunca desista! Nunca! Nunca!
Breves e importantes
O momento é muito rico e propõe vários assuntos. O espaço é curto e limita a breves toques.
Gratidão a dois grupos
1) Alguns sábios declararam que só um louco escreveria como eu! Isso me enaltece, porque “Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir... os sábios” (1 Co 1.27)!
2) Muitos leitores amáveis creditam meus textos à inspiração de Deus. Como eles, dou todo o mérito ao Senhor, de quem dependo totalmente, o que me alegra ainda mais: “Bem-aventurados sois quando vos injuriarem... por minha causa. ... exultai, porque é grande o vosso galardão... porque assim perseguiram aos profetas de antes” (Mt 5.11-12)!
Brasil
Josué Sylvestre aborda a situação nacional. Então, só um toque: “Exorto que, antes de tudo, se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens, pelos reis e todas as autoridades, para que tenhamos uma vida tranqüila e sossegada, em toda a piedade e honestidade” (1 Tm 2.1-2).
Graças a Deus pelos políticos operosos e honrados (inclusive alguns evangélicos). Graças a Deus pelos bons governantes e pelos bons juízes (idem). Mas Paulo recomendou que “se façam antes de tudo... orações” por todos eles. Então, qual é a prioridade dos presidentes dos três poderes, governadores e prefeitos, em tuas orações? E dos legisladores e juízes locais, estaduais e nacionais (*)?
(*) Pela ambigüidade de “seu” e “sua” (que o “você” indigesto e de etimologia infeliz e enganadora requer), opto nestas frases pela clareza dos oblíquos do “tu”.
Matemática do jeitinho
Um carro sai da igreja ostentanto “JESUS” em letras enormes. Coisa linda!
O dono arranca “a mil” e “fura” o sinal já vermelho, na esquina. Coisa feia!
Tal indisciplina e irresponsabilidade (risco de acidente sério e de envergonhar ainda mais o Nome que ostenta, mas desonra) confirma a Palavra: “este povo me honra com os lábios [letras no carro], mas seu coração [atitude] está longe de mim” (Is 29.13).
Milhões são infiéis no “pouco” (Lc 16.10) e não raciocinam que “pequenos delitos diários” x “milhões de crentes” = “bilhões de transgressões por ano”! Isso tem conseqüências gravíssimas, tal como as “pequenas gotículas inofensivas”, que, reunidas aos bilhões, resultam em tempestades catastróficas!
Depois hipócritas como o citado reclamam de viver num país corrupto! E ainda querem que Deus faça mágicas com sua vida pessoal e com o país! Sim, porque milagres tais maquiavélicos não esperem – a menos que se arrependam (2 Cr 7.14)!
Brasil 2006
As eleições se aproximam. Os partidos políticos descumprem 99% das promessas. Só há um que cumpre cem por cento do seu programa simples, de sete itens. Mas as propostas são interativas.
Torne-se um “militante”. Então, o “Dono do partido” cumprirá três mega-realizações, porque, se você honra compromissos pessoais para proteger seu próprio nome, imagine Ele! Façamos, pois, a nossa parte e nem precisaremos cobrar o compromisso, porque Ele zela por si mesmo. Os quatro requisitos prévios e as três “promessas de campanha” estão em 2 Cr 7.14.
Questão prática: você já começou a campanha política de 2006? Já está orando para que sejam eleitas as pessoas que Deus quer? Está orando para que essas pessoas façam uma campanha sábia, decente e vitoriosa?
“Quem sabe fazer o bem e se omite está pecando” (Tg 4.17).
“Isso é sinal dos tempos”
Desculpa esfarrapada! Se “tempos finais” são a única razão dos nossos problemas, então Jesus vai voltar só para o “terceiro mundo”! O “primeiro” está longe de ser um paraíso, mas “lá” a corrupção e a criminalidade são muito menores, os programas sociais são muito melhores, a pobreza e a fome são muito menores, etc.
Não há efeito sem causa. Essas diferenças têm motivos. Ex 20.5-6, entre outras.
Omissão imprevidente
Não se engane: nem tudo acontece porque Deus quer (ou você acha que Deus é bandido?). Uma chave para entender: “o mundo jaz no maligno” (1 Jo 5.19); outra: nós deixamos o grande Marginal agir. Temos autoridade para pisar (Lc 10.19) e amarrar (Mt 12.29) o inimigo (e a nós mesmos, pela auto-disciplina, elemento do fruto do espírito), assim resgatando o que é nosso, trazendo libertação, etc. Mas não usamos. E, se somos omissos, somos (você e eu) culpados por muito do que o diabo faz (Tg 4.17)!
Jesus ensinou que devemos ter bom-senso, precaver-nos contra o inimigo, ser previdentes, etc.
Por falar em previdência...
Um dos princípios de Deus é a parceria. Em muitas situações, Ele só faz a parte dele depois que fazemos a nossa. Nos evangelhos, milagres materiais e lições contra o desperdício requereram prévia obediência ao Senhor (Lc 9.13-17; Jo 6.9-13; etc.). Quando você ouve e pratica, Ele pode fazer milagres. Se não quiser ouvir e aprender, não espere mágicas.
Tendo ignorado longamente (Os 4.6) as diretrizes bíblicas para vencer dívidas e ter suficiência, milhões de cristãos estão em desespero tal que alguns entram em profunda depressão, sofrem doenças digestivas, etc., oprimidos pelo desequilíbrio orçamentário. Acredite-me: Deus abençoará suas finanças quando você parar de quebrar os princípios sensatos que ELE estabeleceu. Está na bíblia! Tudo claro e sem mágicas!
O Pastor Ebenézer Bittencourt (www.haggai.com.br; lema: aprimorar as qualidades dos líderes cristãos) apresenta excelente palestra sobre “Inteligência Financeira”. Recomendo fortemente. Entre no site e pelo menos compre o excelente DVD ou CD duplo. Assista, estude e medite até o conteúdo moldar a mentalidade familiar.
“Ah! Isso exige muito esforço!”
Examine Pv 21.25; 26.16, etc.
Um conhecido meu prefere continuar trabalhando como escravo (15 ou mais horas, inclusive nos fins de semana) para tentar empatar no fim do mês: recusou-se a pagar dez reais pela palestra e seu material! E qual família você acha que vive desanimada, queixosa de que Deus não abençoa?
Leilão de ferramentas
Satanás resolveu aposentar-se e leiloou as ferramentas. Mas sobrou uma. Questionado sobre o preço astronômico, revelou que a pequena ampola e a minúscula seringa eram sua arma secreta: inocular uma dose microscópica daquele veneno transformava qualquer pessoa num trapo. Como ninguém conseguiu comprar, até hoje Satanás continua trabalhando com o conteúdo destruidor da ampola: desânimo.
Resumida do saudoso pastor José Gomes Moreno, a estória ilustra Viktor Frankl (logoterapia): quando uma pessoa não vê objetivo no futuro nem sentido na vida e entrega os pontos, é praticamente impossível ajudá-la. Até sua imunologia se desativa. Se não procurar um motivo para reagir, morre.
Não só essas, mas pessoas carnais (instáveis, explosivas, indisciplinadas) e sem objetivos de longo prazo (pior ainda estando mal de finanças) – já fui tudo isso! – são vítimas fáceis de culpa e de nublagem (estado psíquico confuso, obscuro; como pilotar um avião pequeno dentro de uma nuvem imensa, sem radar). Daí a “virar um trapo”, por auto-comiseração, desânimo, depressão e opressão física (doença), são poucos passos.
Boas notícias
O oposto: vi gente com quase setenta anos ser orientada e reagir a problemas e limitações. É como ligar um pequeno radar no aviãozinho (seu espírito) e deixar que a poderosa Torre de Controle (o Espírito de Deus) oriente em segurança, ajudando a encontrar sentido para a vida, metas para alcançar, alvos para atingir e visão clara para prosseguir em direção a grandes objetivos e à realização de grandes projetos.
Se você levou uma picada do desânimo, não fique com pena de si nem se esconda na solidão. Isso só piora.
Reaja!
Procure alguém!
Se quiser apoio, procure com quem aprendeu a lutar!
Nunca desista! Nunca! Nunca!
"Completamente louco!"
(Este texto foi originalmente publicado na minha coluna do Jornal Carta Aberta, em Agosto de 2005, com o título original "De questões e saudades". Foi motivo para alguns leitores me classificarem como "completamente louco"!)
Todos os questionamentos e críticas dos leitores têm sido bem recebidos, porque nem todos concordam com declarações polêmicas como a de que Ciência e Bíblia são compatíveis.
Mais difícil
É mais difícil quando pessoas que amamos reagem com atitudes do tipo “não aceito isso”, não analisando e não se interessando em compreender o que rejeitam (e nem porquê). Resta, nesses casos, dissimular a sensação meio doída e reconhecer quão despreparados estamos para aprofundar-nos no conhecimento das realidades invisíveis, tanto psíquicas quanto espirituais.
Bitolados, apáticos e distantes
Isso contribui para a constatação de como estamos distantes de cumprir a profecia de Daniel 11.32: “o povo que conhece o seu Deus será forte e ativo, fará proezas”. Mas por que estamos tão longe? Porque (entre outros motivos) aceitamos como inquestionáveis alguns dogmas inventados por homens e, ao nos bitolarmos, limitamos a ação de Deus em nós e através de nós.
A eventual rejeição das nossas idéias é desestimulante, mas a apatia que domina muitos cristãos leva a perguntar: onde está o tal “povo que conhece o seu Deus”? E: se o que se conhece da situação geral nos classifica tão aquém do sonho de Deus, com quem Deus terá de contar, nestes tempos finais?
Exceções
Graças a Deus, há esperança.
Ao apresentar estudos bíblicos e palestras, em diversos lugares, são evidentes as exceções ao estado geral de indiferença, o que me infunde grande alegria. Tenho encontrado um número significativo de jovens e adolescentes ávidos por apoio bem fundamentado para sua fé.
Refiro-me não à fé em Jesus Cristo como o filho de Deus que se manifestou em carne, para ser Salvador e único mediador entre Deus e os homens. Isso é requisito indispensável para quem queira ser chamado de cristão.
O grande desafio
O grande desafio dos estudantes cristãos é sustentar questões básicas da Palavra de Deus, como o assunto da criação, contra um mundo em que professores e alunos têm preguiça de pensar e aceitam como irrefutável uma teoria “científica” cheia de furos e perguntas sem resposta, como é o caso da “Teoria da Evolução”, que se constituiu no solo arenoso sobre que foi edificada a religião ateísta chamada Evolucionismo.
Para implodir o edifício evolucionista não é necessário levantar questões sofisticadas como, por exemplo, a síntese protéica (lembrando que a Genética é outra ciência cheia de problemas). Bastam alguns cálculos matemáticos razoavelmente simples para derrubá-lo. Mesmo assim, os que nele se abrigam são radicais fanáticos, que têm como objetivo eliminar qualquer pensamento discordante (como a Teoria do Design Inteligente e o Criacionismo, abordados na acirrada discussão contra o evolucionismo totalitário, de que participei com outros integrantes da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em 2004).
Na verdade, o Evolucionismo (como religião ateísta que é) se constitui numa estratégia que tem como inspirador o espírito do personagem a que se refere 2 Ts 2.3-4: “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus...”
No contexto em que vivemos, 1 Pe 3.15 é perfeitamente aplicável: “Santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança (confiança) que há em vós”.
Evento estratégico
Com o fim de estimular as demais igrejas a também realizarem eventos semelhantes, menciono a conferência “Como tudo começou”, promovida em julho por um departamento de jovens evangélicos de Curitiba. Embora visando principalmente à edificação do seu público interno de jovens, houve resultados evangelísticos notórios. Por exemplo, um estudante não evangélico (Biologia, PUCPR), que se dedica justamente ao estudo da evolução dos seres vivos, confessou-me estar surpreso ante o enfoque científico sério e bem fundamentado a que estava assistindo, e que, para ele, era totalmente novo.
Assim, é da maior importância que as igrejas evangélicas resolvam agir e promover a divulgação da verdade, a favor da edificação dos seus membros e contra as “oposições da falsamente chamada ciência” (1 Tm 6.20), que só existem por causa da ignorância.
Nova safra de cientistas cristãos
Foi grande alegria testemunhar o crescimento dos que, como Daniel, “assentaram no coração não se contaminar” com a “cultura” reinante. Parece-me justo destacar, entre eles, o cientista cristão Dr. Adauto Lourenço (com dois pós-doutorados em Física, além de inúmeros outros títulos dignos do maior destaque), palestrante de “Como tudo começou”. Em várias horas de palestras ricamente ilustradas, nosso irmão analisa as três grandes teorias científicas (Evolucionismo, Design Inteligente e Criacionismo), a Origem da Vida (com evidências mostradas pela Paleontologia, Geologia e Cosmologia), a Idade do Universo, o Método de Datação dos Fósseis, o Dilúvio, os Dinossauros e o Homem, além de outros assuntos de grande interesse.
Como não é o caso de analisar a grande abundância de informações, resta oferecer, ao final, uma lista de links para acesso a material científico criacionista muito rico, começando pelo site do Professor Adauto.
Democracia barata!
Crer na evolução tem sido considerado “culto”. Combater o período militar também tem sido considerado “inteligente”, em nome de uma democracia cada dia mais “barata”!
Por falar nisso...
Tenho saudades!
Tenho saudades, não dos abusos, porque os de hoje são maiores. Não da violência, porque hoje ela começa em Brasília e termina nos confins da Amazônia. Não da morte de inocentes, porque as vítimas do período pós “ditadura” são muito mais numerosas (pela impunidade do “menor” e dos grandes, pela corrupção e pela libertinagem). Não do esconderijo do segundo e terceiro escalões, onde atuavam políticos corruptos e imorais, inclusive alguns bandidos; deles não preciso ter saudades, porque hoje proliferam muito mais descarados e abundantes.
Tenho saudades, sim! Da ética do Presidente Castello Branco, que demitiu o irmão, por aceitar um presente no desempenho de função pública!
Saudades, sim! Da ética de Médici, que enviou o filho a Bagé (RS), para vender todo o gado da fazenda do Presidente, porque no dia seguinte ele iria assinar um decreto em favor de todos os pecuaristas do país. Não deixou margem a que ninguém suspeitasse de fazê-lo em causa própria!
Saudades, sim! Das igrejas cheias de crentes ajoelhados, rogando pela pátria e pelos governantes!
Igrejas cheias, crentes orando... Isso lembra alguma coisa?
Voltemos ao ponto inicial
Hoje o que vemos é indiferença! Apatia!
E, ainda assim, queremos resultados!
Pois é o que temos! Ou seja, nada (Tg 4.2b)!
Paulo enfatizou: “Exorto, primeiro que tudo” (1 Tm 2.1-2).
Antes de tudo mais! Primeiro que qualquer outra coisa!
“Que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e sossegada”.
Conte-me: quando foi que sua igreja anunciou pela última vez uma campanha de oração para que Deus iluminasse o governo, as autoridades, e abençoasse a pátria? Quando foi a obediência mais recente da recomendação de Paulo?
Ainda assim, 2 Cr 7.14 promete: “Se o meu povo...” (veja Carta Aberta, edições de junho e julho últimos).
Lembre-se: o “meu povo” com que Deus conta não são as outras pessoas. Para este fim, Deus só tem duas pessoas: você e eu. Se pudéssemos influenciar multidões a buscar de Deus e cumprir, dia após dia, os dois textos, seria maravilhoso. Mas não conte com os outros. Homem ou mulher, sejamos como o homem de Ezequiel 22.30. Você e eu somos responsáveis.
Conte comigo, porque conto com você.
Sites recomendados pelo Professor Adauto:
www.universocriacionista.com.br
www.scb.org.br
www.impacto.org/abpc
www.origemedestino.org.br
www.creationism.org
www.icr.org
www.creationscience.com
www.answersingenesis.org
www.christiananswers.net/abr/abrhome.html
www.creationists.org
www.pages.org/bcs/index.html
www.emporium.turnpike.net/C/cs/
www.creationresearch.org
www.nwcreation.net
www.christiananswers.net
www.grisda.org
www.srf-tr.org
www.creationofuniverse.com
www.evolutiondeceit.com/index.php
www.projectcreation.org/
Todos os questionamentos e críticas dos leitores têm sido bem recebidos, porque nem todos concordam com declarações polêmicas como a de que Ciência e Bíblia são compatíveis.
Mais difícil
É mais difícil quando pessoas que amamos reagem com atitudes do tipo “não aceito isso”, não analisando e não se interessando em compreender o que rejeitam (e nem porquê). Resta, nesses casos, dissimular a sensação meio doída e reconhecer quão despreparados estamos para aprofundar-nos no conhecimento das realidades invisíveis, tanto psíquicas quanto espirituais.
Bitolados, apáticos e distantes
Isso contribui para a constatação de como estamos distantes de cumprir a profecia de Daniel 11.32: “o povo que conhece o seu Deus será forte e ativo, fará proezas”. Mas por que estamos tão longe? Porque (entre outros motivos) aceitamos como inquestionáveis alguns dogmas inventados por homens e, ao nos bitolarmos, limitamos a ação de Deus em nós e através de nós.
A eventual rejeição das nossas idéias é desestimulante, mas a apatia que domina muitos cristãos leva a perguntar: onde está o tal “povo que conhece o seu Deus”? E: se o que se conhece da situação geral nos classifica tão aquém do sonho de Deus, com quem Deus terá de contar, nestes tempos finais?
Exceções
Graças a Deus, há esperança.
Ao apresentar estudos bíblicos e palestras, em diversos lugares, são evidentes as exceções ao estado geral de indiferença, o que me infunde grande alegria. Tenho encontrado um número significativo de jovens e adolescentes ávidos por apoio bem fundamentado para sua fé.
Refiro-me não à fé em Jesus Cristo como o filho de Deus que se manifestou em carne, para ser Salvador e único mediador entre Deus e os homens. Isso é requisito indispensável para quem queira ser chamado de cristão.
O grande desafio
O grande desafio dos estudantes cristãos é sustentar questões básicas da Palavra de Deus, como o assunto da criação, contra um mundo em que professores e alunos têm preguiça de pensar e aceitam como irrefutável uma teoria “científica” cheia de furos e perguntas sem resposta, como é o caso da “Teoria da Evolução”, que se constituiu no solo arenoso sobre que foi edificada a religião ateísta chamada Evolucionismo.
Para implodir o edifício evolucionista não é necessário levantar questões sofisticadas como, por exemplo, a síntese protéica (lembrando que a Genética é outra ciência cheia de problemas). Bastam alguns cálculos matemáticos razoavelmente simples para derrubá-lo. Mesmo assim, os que nele se abrigam são radicais fanáticos, que têm como objetivo eliminar qualquer pensamento discordante (como a Teoria do Design Inteligente e o Criacionismo, abordados na acirrada discussão contra o evolucionismo totalitário, de que participei com outros integrantes da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em 2004).
Na verdade, o Evolucionismo (como religião ateísta que é) se constitui numa estratégia que tem como inspirador o espírito do personagem a que se refere 2 Ts 2.3-4: “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus...”
No contexto em que vivemos, 1 Pe 3.15 é perfeitamente aplicável: “Santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança (confiança) que há em vós”.
Evento estratégico
Com o fim de estimular as demais igrejas a também realizarem eventos semelhantes, menciono a conferência “Como tudo começou”, promovida em julho por um departamento de jovens evangélicos de Curitiba. Embora visando principalmente à edificação do seu público interno de jovens, houve resultados evangelísticos notórios. Por exemplo, um estudante não evangélico (Biologia, PUCPR), que se dedica justamente ao estudo da evolução dos seres vivos, confessou-me estar surpreso ante o enfoque científico sério e bem fundamentado a que estava assistindo, e que, para ele, era totalmente novo.
Assim, é da maior importância que as igrejas evangélicas resolvam agir e promover a divulgação da verdade, a favor da edificação dos seus membros e contra as “oposições da falsamente chamada ciência” (1 Tm 6.20), que só existem por causa da ignorância.
Nova safra de cientistas cristãos
Foi grande alegria testemunhar o crescimento dos que, como Daniel, “assentaram no coração não se contaminar” com a “cultura” reinante. Parece-me justo destacar, entre eles, o cientista cristão Dr. Adauto Lourenço (com dois pós-doutorados em Física, além de inúmeros outros títulos dignos do maior destaque), palestrante de “Como tudo começou”. Em várias horas de palestras ricamente ilustradas, nosso irmão analisa as três grandes teorias científicas (Evolucionismo, Design Inteligente e Criacionismo), a Origem da Vida (com evidências mostradas pela Paleontologia, Geologia e Cosmologia), a Idade do Universo, o Método de Datação dos Fósseis, o Dilúvio, os Dinossauros e o Homem, além de outros assuntos de grande interesse.
Como não é o caso de analisar a grande abundância de informações, resta oferecer, ao final, uma lista de links para acesso a material científico criacionista muito rico, começando pelo site do Professor Adauto.
Democracia barata!
Crer na evolução tem sido considerado “culto”. Combater o período militar também tem sido considerado “inteligente”, em nome de uma democracia cada dia mais “barata”!
Por falar nisso...
Tenho saudades!
Tenho saudades, não dos abusos, porque os de hoje são maiores. Não da violência, porque hoje ela começa em Brasília e termina nos confins da Amazônia. Não da morte de inocentes, porque as vítimas do período pós “ditadura” são muito mais numerosas (pela impunidade do “menor” e dos grandes, pela corrupção e pela libertinagem). Não do esconderijo do segundo e terceiro escalões, onde atuavam políticos corruptos e imorais, inclusive alguns bandidos; deles não preciso ter saudades, porque hoje proliferam muito mais descarados e abundantes.
Tenho saudades, sim! Da ética do Presidente Castello Branco, que demitiu o irmão, por aceitar um presente no desempenho de função pública!
Saudades, sim! Da ética de Médici, que enviou o filho a Bagé (RS), para vender todo o gado da fazenda do Presidente, porque no dia seguinte ele iria assinar um decreto em favor de todos os pecuaristas do país. Não deixou margem a que ninguém suspeitasse de fazê-lo em causa própria!
Saudades, sim! Das igrejas cheias de crentes ajoelhados, rogando pela pátria e pelos governantes!
Igrejas cheias, crentes orando... Isso lembra alguma coisa?
Voltemos ao ponto inicial
Hoje o que vemos é indiferença! Apatia!
E, ainda assim, queremos resultados!
Pois é o que temos! Ou seja, nada (Tg 4.2b)!
Paulo enfatizou: “Exorto, primeiro que tudo” (1 Tm 2.1-2).
Antes de tudo mais! Primeiro que qualquer outra coisa!
“Que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e sossegada”.
Conte-me: quando foi que sua igreja anunciou pela última vez uma campanha de oração para que Deus iluminasse o governo, as autoridades, e abençoasse a pátria? Quando foi a obediência mais recente da recomendação de Paulo?
Ainda assim, 2 Cr 7.14 promete: “Se o meu povo...” (veja Carta Aberta, edições de junho e julho últimos).
Lembre-se: o “meu povo” com que Deus conta não são as outras pessoas. Para este fim, Deus só tem duas pessoas: você e eu. Se pudéssemos influenciar multidões a buscar de Deus e cumprir, dia após dia, os dois textos, seria maravilhoso. Mas não conte com os outros. Homem ou mulher, sejamos como o homem de Ezequiel 22.30. Você e eu somos responsáveis.
Conte comigo, porque conto com você.
Sites recomendados pelo Professor Adauto:
www.universocriacionista.com.br
www.scb.org.br
www.impacto.org/abpc
www.origemedestino.org.br
www.creationism.org
www.icr.org
www.creationscience.com
www.answersingenesis.org
www.christiananswers.net/abr/abrhome.html
www.creationists.org
www.pages.org/bcs/index.html
www.emporium.turnpike.net/C/cs/
www.creationresearch.org
www.nwcreation.net
www.christiananswers.net
www.grisda.org
www.srf-tr.org
www.creationofuniverse.com
www.evolutiondeceit.com/index.php
www.projectcreation.org/
ENQUANTO DORMIMOS NA LAMA...
(Texto originalmente publicado no jornal "Carta Aberta", em Julho de 2005)
ENQUANTO DORMIMOS NA LAMA...
Se declarações sobre Ciência e Bíblia levaram uma conhecida revista evangélica a dizer que sou um “cientista evangélico com idéias para lá de polêmicas”, imagine o que não estarão pensando alguns “donos de púlpito”, depois que atribuí a culpa do atual momento político aos crentes (Carta Aberta, Jun/2005)! Refiro-me, claro, a pregadores que defendem a omissão, principalmente na política, porque “nossa pátria está no céu” e os cristãos “não são do mundo” (Jo 17.16), etc.
Espere um pouco!
Jesus disse isso, mas também disse: “não são do mundo, COMO EU do mundo não sou”. Eis aí problema: quantos de nós somos COMO Jesus?
Ele disse mais: que NÃO SOMOS, mas ESTAMOS no mundo (Jo 17.11). Então, se somos de outra pátria e Ele disse que nos enviou ao mundo (Jo 17.18), temos enorme responsabilidade: “somos embaixadores de Cristo” (2 Co 5.20). Como tais, somos observados e tudo que fazemos afeta o conceito do mundo tem da pátria ou reino que representamos.
Por isso, Jesus instruiu sobre o comportamento requerido:
“Resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (MT 5:16).
Mas como podemos produzir boas obras?
“Aquele que diz que está nele deve andar COMO ELE andou” (I João 2:6).
Como foi que Jesus andou?
Sendo exemplar: quando os cobradores perguntaram a Pedro se Jesus pagava certo imposto (digamos, o Imposto de Renda da época), e apesar de se enquadrar como isento, Ele mandou que Pedro pagasse, para ninguém se escandalizar (Mt 17.24-27).
Sendo insuperável: Jesus foi o profissional mais capacitado que existiu; o maior cientista, o maior médico da alma (psicólogo) e do corpo (clínico). Ele fazia tudo tão perfeito que causava espanto (Mc 7.27).
Lembremos: Ele “esvaziou a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens” (Fp 2:7). Temos recomendações expressas: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados” (Ef 5:1); “Sede meus imitadores, como eu sou de Cristo” (1 Co 11.1). Portanto, excelência e vida irrepreensível são perfeitamente possíveis: “tudo quanto fizerdes, fazei-o de coração, como ao Senhor, e não aos homens” (v. Cl 3.17,23). Etc.
Mas como é possível?
Conhecemos algumas histórias: José, de escravo preso e inocente passou a principal administrador do Egito, pela conduta irrepreensível diante de Deus e dos homens. O Daniel leal, digno e íntegro estava comprometido com a excelência, perante Deus e homens. O grande profeta e governante Moisés, manso, despojado e humilde (Nm 12.3), estava pronto a aprender. Quando Jetro (que nem ao menos pertencia à mesma “igreja”!) ofereceu uma “consultoria” propondo níveis auxiliares (Ex 18.14-26), para o líder chamado por Deus administrar com eficiência, este aceitou a instrução e designou homens com todos os requisitos: (1) capazes, (2) tementes a Deus, (3) íntegros e que (4) odiavam a avareza.
Agora assistimos à prova de que Jetro e Paulo tinham razão: “o amor ao dinheiro é a raiz de todo o mal” (1 Tm 6.10): bilhões de reais são desviados da saúde, da previdência e da educação (etc.), multiplicando a miséria dos pobres e enchendo o bolso dos corruptos, que amam a avareza.
Estará o apóstolo falando só de “ímpios”?
A história recente prova que não.
Cristo pagou o maior preço do Universo em favor de quem queira recebê-lo, mas alguns “cristãos” são tão irresponsáveis, têm uma auto-estima tão baixa e se julgam tão baratos que vendem seu voto (consciência) por míseros milhões (e até por menos!), porém em poucos anos enfrentarão o juízo, não de uma CPI, mas do Supremo Tribunal do Universo. Chamados para ser como Daniel, José e muitos outros administradores e políticos incorruptíveis, descobrirão, tarde demais, que trocaram riquezas incomparáveis e inextinguíveis por lixo.
Refletindo novamente...
A culpa é mesmo nossa. Somos crentes omissos. Não salgamos, não brilhamos e não clamamos (2 Cr 7.14). Assim, confirmamos a bíblia: “De que se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados” (Lam.3.39).
A única esperança para restaurar a nossa terra é seguir o roteiro de Deus (analisado em Carta Aberta, Jun/2005), porém raros se dispõem a pagar o preço da intercessão (achando que estão a salvo da miséria e da criminalidade que assola toda a sociedade brasileira).
Passado vergonhoso
Poucos sabem que a Guerra do Paraguai foi um genocídio, com crimes hediondos. Quando descobri, senti enorme vergonha. O Paraguai progredia num ritmo fantástico, admirável, sem nenhum centavo de dívida externa! A História diz que Brasil, Argentina e Uruguai “se defenderam” do Paraguai, mas a verdade é que os países da “Tríplice Aliança” deviam à Inglaterra e o credor mandou atacar o vizinho.
Por quê?
Porque “o rico domina sobre os pobres e quem toma emprestado é servo do que empresta” (Pv 22.7). Por isso a bíblia recomenda fortemente não fazer dívidas.
Mas há outro problema: “Deus não se deixa escarnecer, o que se planta se colhe” (Gl 6.7). Nós, brasileiros, devíamos ao Império. Pressionados pelo credor, matamos 90% dos homens paraguaios, inclusive crianças. Tivemos tempo de nos arrepender e, nacionalmente, pedir perdão, mas, como nação ímpia que somos, não nos arrependemos e não pedimos perdão (pelo contrário, idolatramos alguns criminosos daquela guerra, denominando-os heróis).
Enquanto brincamos...
Comemos, bebemos e dormimos (e alguns chafurdam no mar de lama), sem olhar ao redor, mas será que...
Podemos colher?
No dia da Independência americana, a FSP e o UOL divulgaram notícia alarmante (ver link ao final): os Estados Unidos terão uma base militar permanente no Paraguai. Onde? Na região de Itaipu!
O governo brasileiro nada pode fazer. O Paraguai tem direito (e sobradas razões para ignorar nossos interesses), mas o fato é que, devagarinho, o Império do Norte nos cerca. Em Roraima há regiões proibidas para brasileiros, mas estrangeiros entram e saem como querem. Além disso, sob desculpa de combater drogas, as forças armadas norte-americanas estão na Colômbia, na fronteira com o Amazonas.
Jamais serei ingrato: na extrema pobreza da infância, comi e vesti com ajuda da “Aliança para o Progresso”. Sou grato a Deus e aos americanos (independente dos motivos ocultos), porém sua presença militar assusta. O Vietname e o Iraque que o digam!
Eles têm pretextos para nos atacar?
Não é difícil arranjar. E então poderemos pagar com juros os crimes de guerra cometidos contra o Paraguai.
Socorro!
“De onde nos virá socorro?” (Sl 121.2). O texto responde: do Senhor. Mas, repetindo o conceito, Deus não faz nada para omissos que não se arrependem. Mais uma vez, a resposta é 2 Cr 7.14. É hora de nós, TODOS os evangélicos, nos humilharmos diante de Deus, clamando por perdão, misericórdia e proteção. Lembremo-nos do artigo do mês anterior: SE... ENTÃO...
Façamos a nossa parte – ou choraremos amargamente. SE continuarmos negligentes e insensíveis, ENTÃO as conseqüências virão sobre nós e nossa descendência.
“Entretanto, porque eu clamei e recusastes; e estendi a minha mão e não houve quem desse atenção, mas porque rejeitastes todo o meu conselho, e não quisestes a minha repreensão, também eu me rirei na vossa perdição e zombarei. Vindo o vosso temor como a assolação e a vossa perdição como tormenta, sobrevirá a vós aperto e angústia. Então clamarão a mim, mas eu não responderei; de madrugada me buscarão, porém não me acharão. Porquanto odiaram o conhecimento; e não preferiram o temor do SENHOR: Não aceitaram o meu conselho, e desprezaram toda a minha repreensão” (Pv 1.24-30).
“Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Is 55:6).
Quem tem ouvidos, ouça!
Link da notícia:
http://noticias.uol.com.br/ultnot/2005/07/04/ult23u154.jhtm
ENQUANTO DORMIMOS NA LAMA...
Se declarações sobre Ciência e Bíblia levaram uma conhecida revista evangélica a dizer que sou um “cientista evangélico com idéias para lá de polêmicas”, imagine o que não estarão pensando alguns “donos de púlpito”, depois que atribuí a culpa do atual momento político aos crentes (Carta Aberta, Jun/2005)! Refiro-me, claro, a pregadores que defendem a omissão, principalmente na política, porque “nossa pátria está no céu” e os cristãos “não são do mundo” (Jo 17.16), etc.
Espere um pouco!
Jesus disse isso, mas também disse: “não são do mundo, COMO EU do mundo não sou”. Eis aí problema: quantos de nós somos COMO Jesus?
Ele disse mais: que NÃO SOMOS, mas ESTAMOS no mundo (Jo 17.11). Então, se somos de outra pátria e Ele disse que nos enviou ao mundo (Jo 17.18), temos enorme responsabilidade: “somos embaixadores de Cristo” (2 Co 5.20). Como tais, somos observados e tudo que fazemos afeta o conceito do mundo tem da pátria ou reino que representamos.
Por isso, Jesus instruiu sobre o comportamento requerido:
“Resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (MT 5:16).
Mas como podemos produzir boas obras?
“Aquele que diz que está nele deve andar COMO ELE andou” (I João 2:6).
Como foi que Jesus andou?
Sendo exemplar: quando os cobradores perguntaram a Pedro se Jesus pagava certo imposto (digamos, o Imposto de Renda da época), e apesar de se enquadrar como isento, Ele mandou que Pedro pagasse, para ninguém se escandalizar (Mt 17.24-27).
Sendo insuperável: Jesus foi o profissional mais capacitado que existiu; o maior cientista, o maior médico da alma (psicólogo) e do corpo (clínico). Ele fazia tudo tão perfeito que causava espanto (Mc 7.27).
Lembremos: Ele “esvaziou a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens” (Fp 2:7). Temos recomendações expressas: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados” (Ef 5:1); “Sede meus imitadores, como eu sou de Cristo” (1 Co 11.1). Portanto, excelência e vida irrepreensível são perfeitamente possíveis: “tudo quanto fizerdes, fazei-o de coração, como ao Senhor, e não aos homens” (v. Cl 3.17,23). Etc.
Mas como é possível?
Conhecemos algumas histórias: José, de escravo preso e inocente passou a principal administrador do Egito, pela conduta irrepreensível diante de Deus e dos homens. O Daniel leal, digno e íntegro estava comprometido com a excelência, perante Deus e homens. O grande profeta e governante Moisés, manso, despojado e humilde (Nm 12.3), estava pronto a aprender. Quando Jetro (que nem ao menos pertencia à mesma “igreja”!) ofereceu uma “consultoria” propondo níveis auxiliares (Ex 18.14-26), para o líder chamado por Deus administrar com eficiência, este aceitou a instrução e designou homens com todos os requisitos: (1) capazes, (2) tementes a Deus, (3) íntegros e que (4) odiavam a avareza.
Agora assistimos à prova de que Jetro e Paulo tinham razão: “o amor ao dinheiro é a raiz de todo o mal” (1 Tm 6.10): bilhões de reais são desviados da saúde, da previdência e da educação (etc.), multiplicando a miséria dos pobres e enchendo o bolso dos corruptos, que amam a avareza.
Estará o apóstolo falando só de “ímpios”?
A história recente prova que não.
Cristo pagou o maior preço do Universo em favor de quem queira recebê-lo, mas alguns “cristãos” são tão irresponsáveis, têm uma auto-estima tão baixa e se julgam tão baratos que vendem seu voto (consciência) por míseros milhões (e até por menos!), porém em poucos anos enfrentarão o juízo, não de uma CPI, mas do Supremo Tribunal do Universo. Chamados para ser como Daniel, José e muitos outros administradores e políticos incorruptíveis, descobrirão, tarde demais, que trocaram riquezas incomparáveis e inextinguíveis por lixo.
Refletindo novamente...
A culpa é mesmo nossa. Somos crentes omissos. Não salgamos, não brilhamos e não clamamos (2 Cr 7.14). Assim, confirmamos a bíblia: “De que se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados” (Lam.3.39).
A única esperança para restaurar a nossa terra é seguir o roteiro de Deus (analisado em Carta Aberta, Jun/2005), porém raros se dispõem a pagar o preço da intercessão (achando que estão a salvo da miséria e da criminalidade que assola toda a sociedade brasileira).
Passado vergonhoso
Poucos sabem que a Guerra do Paraguai foi um genocídio, com crimes hediondos. Quando descobri, senti enorme vergonha. O Paraguai progredia num ritmo fantástico, admirável, sem nenhum centavo de dívida externa! A História diz que Brasil, Argentina e Uruguai “se defenderam” do Paraguai, mas a verdade é que os países da “Tríplice Aliança” deviam à Inglaterra e o credor mandou atacar o vizinho.
Por quê?
Porque “o rico domina sobre os pobres e quem toma emprestado é servo do que empresta” (Pv 22.7). Por isso a bíblia recomenda fortemente não fazer dívidas.
Mas há outro problema: “Deus não se deixa escarnecer, o que se planta se colhe” (Gl 6.7). Nós, brasileiros, devíamos ao Império. Pressionados pelo credor, matamos 90% dos homens paraguaios, inclusive crianças. Tivemos tempo de nos arrepender e, nacionalmente, pedir perdão, mas, como nação ímpia que somos, não nos arrependemos e não pedimos perdão (pelo contrário, idolatramos alguns criminosos daquela guerra, denominando-os heróis).
Enquanto brincamos...
Comemos, bebemos e dormimos (e alguns chafurdam no mar de lama), sem olhar ao redor, mas será que...
Podemos colher?
No dia da Independência americana, a FSP e o UOL divulgaram notícia alarmante (ver link ao final): os Estados Unidos terão uma base militar permanente no Paraguai. Onde? Na região de Itaipu!
O governo brasileiro nada pode fazer. O Paraguai tem direito (e sobradas razões para ignorar nossos interesses), mas o fato é que, devagarinho, o Império do Norte nos cerca. Em Roraima há regiões proibidas para brasileiros, mas estrangeiros entram e saem como querem. Além disso, sob desculpa de combater drogas, as forças armadas norte-americanas estão na Colômbia, na fronteira com o Amazonas.
Jamais serei ingrato: na extrema pobreza da infância, comi e vesti com ajuda da “Aliança para o Progresso”. Sou grato a Deus e aos americanos (independente dos motivos ocultos), porém sua presença militar assusta. O Vietname e o Iraque que o digam!
Eles têm pretextos para nos atacar?
Não é difícil arranjar. E então poderemos pagar com juros os crimes de guerra cometidos contra o Paraguai.
Socorro!
“De onde nos virá socorro?” (Sl 121.2). O texto responde: do Senhor. Mas, repetindo o conceito, Deus não faz nada para omissos que não se arrependem. Mais uma vez, a resposta é 2 Cr 7.14. É hora de nós, TODOS os evangélicos, nos humilharmos diante de Deus, clamando por perdão, misericórdia e proteção. Lembremo-nos do artigo do mês anterior: SE... ENTÃO...
Façamos a nossa parte – ou choraremos amargamente. SE continuarmos negligentes e insensíveis, ENTÃO as conseqüências virão sobre nós e nossa descendência.
“Entretanto, porque eu clamei e recusastes; e estendi a minha mão e não houve quem desse atenção, mas porque rejeitastes todo o meu conselho, e não quisestes a minha repreensão, também eu me rirei na vossa perdição e zombarei. Vindo o vosso temor como a assolação e a vossa perdição como tormenta, sobrevirá a vós aperto e angústia. Então clamarão a mim, mas eu não responderei; de madrugada me buscarão, porém não me acharão. Porquanto odiaram o conhecimento; e não preferiram o temor do SENHOR: Não aceitaram o meu conselho, e desprezaram toda a minha repreensão” (Pv 1.24-30).
“Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Is 55:6).
Quem tem ouvidos, ouça!
Link da notícia:
http://noticias.uol.com.br/ultnot/2005/07/04/ult23u154.jhtm
MISERICÓRDIA!
(Texto originalmente publicado no jornal "Carta Aberta", em Junho de 2005)
MISERICÓRDIA!
Perplexos com escândalos revelados nos últimos dias, caminhamos para nova eleição perguntando o que mais falta acontecer.
Se tivemos um ateu arrogante que pronunciou o mais hipócrita “Glória a Deus, Aleluia!” jamais ouvido neste país, para caçar votos de um milhão de ovelhinhas crédulas, numa convenção...
Se temos um cristão nominal tão desconhecedor da Palavra que disse não ter pecado...
E se “quando os justos governam, alegra-se o povo, mas quando o ímpio domina, o povo geme” (Pv 29.2), então...
... a solução é um presidente evangélico?
Será?
No excelente artigo “A Responsabilidade Moral da Igreja” (Carta Aberta, Maio 2005), Josué Sylvestre enfatiza a importância de o cristão ser sal, antes de ser luz (Mt 5.13). Naquele texto rico em reflexões, faz uma pergunta chocante, que peço licença para editar aqui: “Se é para ser igual à maioria dos políticos... para que eleger evangélicos”?
Nossa realidade é tão lamentável que governantes evangélicos de projeção nacional estão sendo processados sob acusação de compra de votos na eleição de 2004. Se alguns tinham esperança de logo termos nosso irmão como presidente, o sonho acabou.
A bíblia adverte: “a humildade precede a honra, e a soberba a queda” (Pv 16.18).
Muitos confundem o princípio da Autoridade, estabelecido por Deus (v. Rm 13), e crêem que, se alguém chegou ao poder, Deus o pôs lá (e então prestam apoio irrestrito, fazem conchavos, etc.). Mas, a História recente que o diga, Satanás também entronizou gente dele no Planalto.
Há gente digna e incorruptível nos Três Poderes – e graças a Deus por isso! – mas houve épocas em que discuti acaloradamente com alguns políticos, que, apesar dos “toma-lá-dá-cá” e de outros esquemas inconfessáveis, culpavam só o Executivo pelos problemas, sem compreender que não basta haver homens íntegros nos palácios. As casas legislativas também precisam ser formadas apenas por pessoas dignas. O Judiciário igualmente precisa ter somente magistrados impolutos. Mas as raízes são muito mais profundas. Quando ministro, Karlos Rischbieter declarou: “eu não tenho medo do primeiro escalão; tenho medo é do segundo, que sabe como fazer as coisas”. Os mandatários superiores podem ser responsáveis por graves problemas, mas a raiz está na base da população, porque a crise moral contaminou todos os níveis e classes sociais e é da base que se vai ao topo.
A questão básica
Como podemos querer um Executivo melhor que a média dos nossos legisladores, se são eles que ocupam boa parte dos gabinetes do Governo? Como teremos Executivo, Legislativo e Judiciário pautados por princípios elevados, quando a nação transborda de gente maquiavélica, que só procura levar vantagem, sonegar, trapacear, “dar jeitinho”? Como almejaremos um país honesto, se estamos cada vez mais egoístas e grosseiros? Se marmanjões roubam a vaga de uma senhora que sofre para estacionar; se não damos sinal para dobrar e furamos filas ou sinal vermelho; se paramos sobre a faixa de pedestres e aceleramos de propósito para atrapalhar o carro que está pedindo para entrar à nossa frente; se não devolvemos o troco que nos deram a mais, se adulteramos comprovantes, se jogamos lixo nas ruas e até no chão dos nossos templos... por que os outros agiriam melhor? Se “pessoas de bem” se divertem contando a “façanha” de ter roubado objetos em supermercados americanos e canadenses, o que não estarão fazendo no Brasil?
É de pasmar! E veja que mal arranhei a superfície de alguns poucos problemas!
Jesus disse: “Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei” (Mt 25.21). Quando não nos esforçamos para ser fiéis nas “pequenas” coisas, já perdemos o diploma de honradez e não merecemos confiança para as grandes.
(Aqui preciso declarar: não teria autoridade para tocar nesses assuntos sem disciplina no trânsito, sem integridade profissional, etc. Mas, além da gratidão pelas oportunidades que tive, o ter agido com absoluta lealdade, fidelidade e integridade até o último dia de trabalho me permite continuar olhando nos olhos inclusive o último dos líderes bem conhecidos com cuja convivência Deus me agraciou).
Diagnóstico
O diagnóstico não é difícil: “o mundo inteiro jaz no Maligno” (1 Jo 5.19). Não importa o partido nem a “cultura” religiosa de quem governe, a “força invisível” impede de limpar o Brasil do câncer moral disseminado dos palácios às igrejas. Numa palavra: “salvai-vos desta geração perversa” (At 2.40).
Se não quer levar um choque, pare de ler aqui, porque...
A culpa é dos crentes!
Durante séculos, ficamos omissos. Naquele tempo éramos sal, mas nos escondíamos e a nossa luz não alcançava os homens. Agora que somos luz, que temos sido cabeça e não cauda, a corrupção está tão institucionalizada e a maioria dos cristãos é um sal tão ruim que já está sendo pisoteado (Mt 5). Isso para não falar nos mercenários a serviço do inimigo, que “têm nome de que vivem” (Ap 3.1), mas nem ao menos têm vaga no reino dos céus (Mt 5.20).
Resta esperança?
Resta. Mas é só uma.
Deus é absolutamente coerente e confiável. Suas promessas valem mais que a mais honrada Constituição, são mais fidedignas que a mais valiosa escritura registrada em cartório.
Leia 2 Cr 7.14 e veja que promessa!
Mas há um detalhe: ela é condicional (como certas rotinas em programação de computadores: SE... ENTÃO...; atender as condições garante os resultados): “(A) SE o meu povo, que se chama pelo meu nome, [1] se humilhar, e [2] orar, e [3] buscar a minha face, e [4] se desviar dos seus maus caminhos, (B) ENTÃO eu [4] ouvirei do céu e [5] perdoarei os seus pecados e [6] sararei a sua terra” (2 Cr 7.14).
Jesus demonstrou que até para fazer o impossível procurava parceria com as pessoas, a quem cabia fazer o possível (Jo 11.39,44, etc.) e aqui Deus promete agir depois que nós tenhamos cumprido as condições. Não basta [1] humilhar-se, [2] orar e [3] buscar a face de Deus. É preciso [4] desviar-se dos maus caminhos. E olhe a quem Ele está falando: ao “meu povo, que se chama pelo meu nome”!
Desafio
Mais uma vez, Deus está procurando alguém que ocupe a brecha (Ez 22.30), que se disponha a fazer diferença e a pagar o preço que Jesus pagava (mesmo sendo o Filho de Deus!) para ter poder e operar os mais extraordinários milagres: uma vida irrepreensível, com muito jejum e muita oração nas noites e madrugadas.
Já vi milagres como os de Elias na vida de pessoas que jejuam e oram. Deus deu garantias de que “o povo que conhece o seu Deus será forte e ativo, fará proezas” (Dn 11.32). Portanto, se você quiser unir-se a mim para preencher as condições SE... ENTÃO... de 2 Cr 7.14, por favor entre em contato pelo e-mail ou pelo telefone.
Só Deus pode sarar a nossa terra. E Ele conta com você e comigo!
MISERICÓRDIA!
Perplexos com escândalos revelados nos últimos dias, caminhamos para nova eleição perguntando o que mais falta acontecer.
Se tivemos um ateu arrogante que pronunciou o mais hipócrita “Glória a Deus, Aleluia!” jamais ouvido neste país, para caçar votos de um milhão de ovelhinhas crédulas, numa convenção...
Se temos um cristão nominal tão desconhecedor da Palavra que disse não ter pecado...
E se “quando os justos governam, alegra-se o povo, mas quando o ímpio domina, o povo geme” (Pv 29.2), então...
... a solução é um presidente evangélico?
Será?
No excelente artigo “A Responsabilidade Moral da Igreja” (Carta Aberta, Maio 2005), Josué Sylvestre enfatiza a importância de o cristão ser sal, antes de ser luz (Mt 5.13). Naquele texto rico em reflexões, faz uma pergunta chocante, que peço licença para editar aqui: “Se é para ser igual à maioria dos políticos... para que eleger evangélicos”?
Nossa realidade é tão lamentável que governantes evangélicos de projeção nacional estão sendo processados sob acusação de compra de votos na eleição de 2004. Se alguns tinham esperança de logo termos nosso irmão como presidente, o sonho acabou.
A bíblia adverte: “a humildade precede a honra, e a soberba a queda” (Pv 16.18).
Muitos confundem o princípio da Autoridade, estabelecido por Deus (v. Rm 13), e crêem que, se alguém chegou ao poder, Deus o pôs lá (e então prestam apoio irrestrito, fazem conchavos, etc.). Mas, a História recente que o diga, Satanás também entronizou gente dele no Planalto.
Há gente digna e incorruptível nos Três Poderes – e graças a Deus por isso! – mas houve épocas em que discuti acaloradamente com alguns políticos, que, apesar dos “toma-lá-dá-cá” e de outros esquemas inconfessáveis, culpavam só o Executivo pelos problemas, sem compreender que não basta haver homens íntegros nos palácios. As casas legislativas também precisam ser formadas apenas por pessoas dignas. O Judiciário igualmente precisa ter somente magistrados impolutos. Mas as raízes são muito mais profundas. Quando ministro, Karlos Rischbieter declarou: “eu não tenho medo do primeiro escalão; tenho medo é do segundo, que sabe como fazer as coisas”. Os mandatários superiores podem ser responsáveis por graves problemas, mas a raiz está na base da população, porque a crise moral contaminou todos os níveis e classes sociais e é da base que se vai ao topo.
A questão básica
Como podemos querer um Executivo melhor que a média dos nossos legisladores, se são eles que ocupam boa parte dos gabinetes do Governo? Como teremos Executivo, Legislativo e Judiciário pautados por princípios elevados, quando a nação transborda de gente maquiavélica, que só procura levar vantagem, sonegar, trapacear, “dar jeitinho”? Como almejaremos um país honesto, se estamos cada vez mais egoístas e grosseiros? Se marmanjões roubam a vaga de uma senhora que sofre para estacionar; se não damos sinal para dobrar e furamos filas ou sinal vermelho; se paramos sobre a faixa de pedestres e aceleramos de propósito para atrapalhar o carro que está pedindo para entrar à nossa frente; se não devolvemos o troco que nos deram a mais, se adulteramos comprovantes, se jogamos lixo nas ruas e até no chão dos nossos templos... por que os outros agiriam melhor? Se “pessoas de bem” se divertem contando a “façanha” de ter roubado objetos em supermercados americanos e canadenses, o que não estarão fazendo no Brasil?
É de pasmar! E veja que mal arranhei a superfície de alguns poucos problemas!
Jesus disse: “Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei” (Mt 25.21). Quando não nos esforçamos para ser fiéis nas “pequenas” coisas, já perdemos o diploma de honradez e não merecemos confiança para as grandes.
(Aqui preciso declarar: não teria autoridade para tocar nesses assuntos sem disciplina no trânsito, sem integridade profissional, etc. Mas, além da gratidão pelas oportunidades que tive, o ter agido com absoluta lealdade, fidelidade e integridade até o último dia de trabalho me permite continuar olhando nos olhos inclusive o último dos líderes bem conhecidos com cuja convivência Deus me agraciou).
Diagnóstico
O diagnóstico não é difícil: “o mundo inteiro jaz no Maligno” (1 Jo 5.19). Não importa o partido nem a “cultura” religiosa de quem governe, a “força invisível” impede de limpar o Brasil do câncer moral disseminado dos palácios às igrejas. Numa palavra: “salvai-vos desta geração perversa” (At 2.40).
Se não quer levar um choque, pare de ler aqui, porque...
A culpa é dos crentes!
Durante séculos, ficamos omissos. Naquele tempo éramos sal, mas nos escondíamos e a nossa luz não alcançava os homens. Agora que somos luz, que temos sido cabeça e não cauda, a corrupção está tão institucionalizada e a maioria dos cristãos é um sal tão ruim que já está sendo pisoteado (Mt 5). Isso para não falar nos mercenários a serviço do inimigo, que “têm nome de que vivem” (Ap 3.1), mas nem ao menos têm vaga no reino dos céus (Mt 5.20).
Resta esperança?
Resta. Mas é só uma.
Deus é absolutamente coerente e confiável. Suas promessas valem mais que a mais honrada Constituição, são mais fidedignas que a mais valiosa escritura registrada em cartório.
Leia 2 Cr 7.14 e veja que promessa!
Mas há um detalhe: ela é condicional (como certas rotinas em programação de computadores: SE... ENTÃO...; atender as condições garante os resultados): “(A) SE o meu povo, que se chama pelo meu nome, [1] se humilhar, e [2] orar, e [3] buscar a minha face, e [4] se desviar dos seus maus caminhos, (B) ENTÃO eu [4] ouvirei do céu e [5] perdoarei os seus pecados e [6] sararei a sua terra” (2 Cr 7.14).
Jesus demonstrou que até para fazer o impossível procurava parceria com as pessoas, a quem cabia fazer o possível (Jo 11.39,44, etc.) e aqui Deus promete agir depois que nós tenhamos cumprido as condições. Não basta [1] humilhar-se, [2] orar e [3] buscar a face de Deus. É preciso [4] desviar-se dos maus caminhos. E olhe a quem Ele está falando: ao “meu povo, que se chama pelo meu nome”!
Desafio
Mais uma vez, Deus está procurando alguém que ocupe a brecha (Ez 22.30), que se disponha a fazer diferença e a pagar o preço que Jesus pagava (mesmo sendo o Filho de Deus!) para ter poder e operar os mais extraordinários milagres: uma vida irrepreensível, com muito jejum e muita oração nas noites e madrugadas.
Já vi milagres como os de Elias na vida de pessoas que jejuam e oram. Deus deu garantias de que “o povo que conhece o seu Deus será forte e ativo, fará proezas” (Dn 11.32). Portanto, se você quiser unir-se a mim para preencher as condições SE... ENTÃO... de 2 Cr 7.14, por favor entre em contato pelo e-mail ou pelo telefone.
Só Deus pode sarar a nossa terra. E Ele conta com você e comigo!
DEUS ESTÁ EM APUROS?
(Texto originalmente publicado no jornal "Carta Aberta", em Abril de 2005)
DEUS ESTÁ EM APUROS?
Alguns textos e pregações defendem ou refutam certas doutrinas ou teologias com tão pouca base bíblica que às vezes dá uma agonia até que aquilo termine.
Casos horripilantes de pregadores sem educação, que humilham os ouvintes com grosserias, omitirei. Igualmente excluirei os casos de machistas evangélicos que oprimem as mulheres com discriminação semelhante à dos antigos fanáticos do Afganistão. Nossas irmãs são condicionadas por tal opressão que elas mesmas resistem quando alguém tenta aliviá-las dessa “teologia do medo”, que invalida a obra salvadora de Cristo! Então, não querendo ser ajudadas, nem Deus se mete!
Mas foquemos as “bondosas tentativas” que alguns fazem de livrar Deus das contradições em que pensam que Ele caiu.
Exemplo: num púlpito muito cobiçado, um pregador bem conceituado discorreu sobre Jó, deixando transparecer dois objetivos: refutar exageros teológicos e estimular os ouvintes a se conformarem com o sofrimento. Afirmou que Jó era prova do erro da teologia que ensina de que “o crente não precisa sofrer”, porque, se “em tudo isso Jó não pecou”, ele estava certo quando perguntou: “receberemos de Deus o bem e não receberemos também o mal?” (Jó 2.10). Para ele, isso prova que “foi Deus quem enviou os sofrimentos sobre Jó”.
Mas espere aí! O que foi que Jó reconheceu no final? “Falei de coisas que não entendia; ... demasiado maravilhosas, que não conhecia. Com os ouvidos ouvira falar de ti; mas agora te vêem os meus olhos” (Jó 42.3,5).
Precisamos examinar as escrituras com atenção, como os bereanos (por isso chamados de “mais nobres”, em At 17.11). Devemos estudá-las em comunhão com Deus e com mente aberta, porque “a letra mata, mas o espírito vivifica” (2 Co 3.6).
Só não compreende a resposta de Jó quem nunca ficou desatinado com a pressão insistente do cônjuge contra algum assunto ou decisão. O sujeito está naquela crise descomunal e ainda vem a incrédula e perturbadora fazer uma proposta daquelas!...
Embora sem pecar, não imagine que ele respondeu inspirado na sensatez de profunda reflexão espiritual produzida pela paz advinda da doce comunhão com o Senhor...
Está visto que não! A reação dele hoje equivaleria a: “Cala a boca, sua idiota!”
Há outros detalhes tão claros que é impressionante o pregador não perceber:
Jó 1.12: “Disse o Senhor a Satanás: Eis que tudo o que ele tem está no teu poder; somente contra ele não estendas a tua mão”.
Jó 2.7: “Saiu, pois, Satanás da presença do Senhor, e feriu Jó de úlceras malignas, desde a planta do pé até o alto da cabeça”.
Deus impõe limites: “não estendas contra ele a tua mão”. Depois, “Satanás feriu Jó com úlceras malignas”.
Pergunta quase desnecessária: quem foi que atacou Jó? Quem destruiu, roubou e matou? Satanás só não acabou com Jó porque Deus impediu!
E aí me dizem que Deus fez Jó sofrer! E que devemos acolher o sofrimento como sendo a boa vontade (?!) divina para conosco!
Calma aí!
Precisamos entender que:
1) A vontade perfeita de Deus foi estabelecida na eternidade.
2) Quando Satanás se rebelou, causou as desgraças registradas na bíblia (e também as não registradas) e declarou guerra para impedir a realização da vontade perfeita de Deus e destruir o que Ele criou.
3) Existe, a partir de então, uma vontade de Deus perfeita, mas de aplicação limitada, porque “no presente século” o pecado inviabilizou o plano perfeito e infinito de Deus.
4) Como conseqüência da queda, quem não se submete a Deus coopera com Satanás, em oposição à vontade divina, por ignorar a Palavra de Deus (Os 4.6, etc.), por não buscar direção específica (Rm 8.14,16, etc.) e por não usar a autoridade que lhe foi dada (Lc 10.19, etc.), do que dará contas.
5) A desobediência cria situações que levam a incomensurável bondade de Deus a aprovar certas opções menos perfeitas (na profissão, no casamento, na moradia, nos negócios, etc.), porquanto ainda compatíveis com o nosso bem, já que perdemos o melhor.
6) Como, infelizmente, poucos buscam orientação de Deus, a maioria não faz sua perfeita vontade nem descobre as opções que Ele aprovaria. Assim, restam opções que Ele não indicaria, se consultado. Essa tal “vontade permissiva” não nos livra de encrencas, porque Ele não está dirigindo, mas simplesmente permitindo algo que decidimos por nossa conta.
7) O pior: a maioria vive em desobediência pura e simples. Não faz a vontade perfeita, não busca o que Ele aprova nem pergunta se Ele permite. A rebelião começa nos púlpitos e termina às ocultas, sendo praticada por alguns filhos de Deus e por outros tantos que se julgam tais.
Agora a pergunta: devemos aceitar qualquer sofrimento como enviado por Deus? Claro que não! Temos que pedir discernimento para rejeitar tudo o que não vem dele. Ele corrige, é certo, mas com amor; e o pecado traz más conseqüências, é também certo. Mas Deus não se contradiz: “o ladrão veio roubar, matar e destruir, mas eu [Jesus] vim para dar vida em abundância”; “aquele que nem a seu próprio filho poupou por amor de nós como não nos dará as demais coisas?” e por isso “o filho de Deus se manifestou para desfazer as obras do diabo” e também “se fez pecado para nos tornar justiça de Deus”; “todo dom perfeito e boa dádiva vem dele” e “já nos deu tudo que diz respeito à vida e à piedade”; por isso, “pedi e dar-se-vos-á”; porque “vosso pai depressa vos fará justiça, ainda que pareça demorado”; portanto, se “pelas suas pisaduras fomos sarados” e se Ele “vela por sua Palavra para a cumprir” e até depois que céus e terra sejam desfeitos “nem um jota ou til [do que Ele disse] ficará sem cumprimento”, mas todas as promessas “têm nele o sim e o amém”... e se Ele “nos amou de tal maneira...”
Então...
Quem somos nós para acusar Deus de causar mal às nossas vidas?
Ser “perseguidos por causa da justiça” é uma coisa. Deixar o diabo lançar lixo, destruição e desgraça porque ignoramos seus maus desígnios é outra.
O problema é que vivemos uma vida cristã tão superficial que não aprendemos daquele que é “manso e humilde de coração”. Não nos achegamos a Deus e, portanto, Ele não “se achegará a nós”. Isso não torna Deus incoerente, mas nós sim, porque não o conhecemos nem à sua fidelidade.
E aí, não é Deus que está encrencado. Mas, quando não nos esforçamos para chegar a ele, nós sim é que nos metemos em apuros!
DEUS ESTÁ EM APUROS?
Alguns textos e pregações defendem ou refutam certas doutrinas ou teologias com tão pouca base bíblica que às vezes dá uma agonia até que aquilo termine.
Casos horripilantes de pregadores sem educação, que humilham os ouvintes com grosserias, omitirei. Igualmente excluirei os casos de machistas evangélicos que oprimem as mulheres com discriminação semelhante à dos antigos fanáticos do Afganistão. Nossas irmãs são condicionadas por tal opressão que elas mesmas resistem quando alguém tenta aliviá-las dessa “teologia do medo”, que invalida a obra salvadora de Cristo! Então, não querendo ser ajudadas, nem Deus se mete!
Mas foquemos as “bondosas tentativas” que alguns fazem de livrar Deus das contradições em que pensam que Ele caiu.
Exemplo: num púlpito muito cobiçado, um pregador bem conceituado discorreu sobre Jó, deixando transparecer dois objetivos: refutar exageros teológicos e estimular os ouvintes a se conformarem com o sofrimento. Afirmou que Jó era prova do erro da teologia que ensina de que “o crente não precisa sofrer”, porque, se “em tudo isso Jó não pecou”, ele estava certo quando perguntou: “receberemos de Deus o bem e não receberemos também o mal?” (Jó 2.10). Para ele, isso prova que “foi Deus quem enviou os sofrimentos sobre Jó”.
Mas espere aí! O que foi que Jó reconheceu no final? “Falei de coisas que não entendia; ... demasiado maravilhosas, que não conhecia. Com os ouvidos ouvira falar de ti; mas agora te vêem os meus olhos” (Jó 42.3,5).
Precisamos examinar as escrituras com atenção, como os bereanos (por isso chamados de “mais nobres”, em At 17.11). Devemos estudá-las em comunhão com Deus e com mente aberta, porque “a letra mata, mas o espírito vivifica” (2 Co 3.6).
Só não compreende a resposta de Jó quem nunca ficou desatinado com a pressão insistente do cônjuge contra algum assunto ou decisão. O sujeito está naquela crise descomunal e ainda vem a incrédula e perturbadora fazer uma proposta daquelas!...
Embora sem pecar, não imagine que ele respondeu inspirado na sensatez de profunda reflexão espiritual produzida pela paz advinda da doce comunhão com o Senhor...
Está visto que não! A reação dele hoje equivaleria a: “Cala a boca, sua idiota!”
Há outros detalhes tão claros que é impressionante o pregador não perceber:
Jó 1.12: “Disse o Senhor a Satanás: Eis que tudo o que ele tem está no teu poder; somente contra ele não estendas a tua mão”.
Jó 2.7: “Saiu, pois, Satanás da presença do Senhor, e feriu Jó de úlceras malignas, desde a planta do pé até o alto da cabeça”.
Deus impõe limites: “não estendas contra ele a tua mão”. Depois, “Satanás feriu Jó com úlceras malignas”.
Pergunta quase desnecessária: quem foi que atacou Jó? Quem destruiu, roubou e matou? Satanás só não acabou com Jó porque Deus impediu!
E aí me dizem que Deus fez Jó sofrer! E que devemos acolher o sofrimento como sendo a boa vontade (?!) divina para conosco!
Calma aí!
Precisamos entender que:
1) A vontade perfeita de Deus foi estabelecida na eternidade.
2) Quando Satanás se rebelou, causou as desgraças registradas na bíblia (e também as não registradas) e declarou guerra para impedir a realização da vontade perfeita de Deus e destruir o que Ele criou.
3) Existe, a partir de então, uma vontade de Deus perfeita, mas de aplicação limitada, porque “no presente século” o pecado inviabilizou o plano perfeito e infinito de Deus.
4) Como conseqüência da queda, quem não se submete a Deus coopera com Satanás, em oposição à vontade divina, por ignorar a Palavra de Deus (Os 4.6, etc.), por não buscar direção específica (Rm 8.14,16, etc.) e por não usar a autoridade que lhe foi dada (Lc 10.19, etc.), do que dará contas.
5) A desobediência cria situações que levam a incomensurável bondade de Deus a aprovar certas opções menos perfeitas (na profissão, no casamento, na moradia, nos negócios, etc.), porquanto ainda compatíveis com o nosso bem, já que perdemos o melhor.
6) Como, infelizmente, poucos buscam orientação de Deus, a maioria não faz sua perfeita vontade nem descobre as opções que Ele aprovaria. Assim, restam opções que Ele não indicaria, se consultado. Essa tal “vontade permissiva” não nos livra de encrencas, porque Ele não está dirigindo, mas simplesmente permitindo algo que decidimos por nossa conta.
7) O pior: a maioria vive em desobediência pura e simples. Não faz a vontade perfeita, não busca o que Ele aprova nem pergunta se Ele permite. A rebelião começa nos púlpitos e termina às ocultas, sendo praticada por alguns filhos de Deus e por outros tantos que se julgam tais.
Agora a pergunta: devemos aceitar qualquer sofrimento como enviado por Deus? Claro que não! Temos que pedir discernimento para rejeitar tudo o que não vem dele. Ele corrige, é certo, mas com amor; e o pecado traz más conseqüências, é também certo. Mas Deus não se contradiz: “o ladrão veio roubar, matar e destruir, mas eu [Jesus] vim para dar vida em abundância”; “aquele que nem a seu próprio filho poupou por amor de nós como não nos dará as demais coisas?” e por isso “o filho de Deus se manifestou para desfazer as obras do diabo” e também “se fez pecado para nos tornar justiça de Deus”; “todo dom perfeito e boa dádiva vem dele” e “já nos deu tudo que diz respeito à vida e à piedade”; por isso, “pedi e dar-se-vos-á”; porque “vosso pai depressa vos fará justiça, ainda que pareça demorado”; portanto, se “pelas suas pisaduras fomos sarados” e se Ele “vela por sua Palavra para a cumprir” e até depois que céus e terra sejam desfeitos “nem um jota ou til [do que Ele disse] ficará sem cumprimento”, mas todas as promessas “têm nele o sim e o amém”... e se Ele “nos amou de tal maneira...”
Então...
Quem somos nós para acusar Deus de causar mal às nossas vidas?
Ser “perseguidos por causa da justiça” é uma coisa. Deixar o diabo lançar lixo, destruição e desgraça porque ignoramos seus maus desígnios é outra.
O problema é que vivemos uma vida cristã tão superficial que não aprendemos daquele que é “manso e humilde de coração”. Não nos achegamos a Deus e, portanto, Ele não “se achegará a nós”. Isso não torna Deus incoerente, mas nós sim, porque não o conhecemos nem à sua fidelidade.
E aí, não é Deus que está encrencado. Mas, quando não nos esforçamos para chegar a ele, nós sim é que nos metemos em apuros!
Maremoto e Ministério
(Texto originalmente publicado no jornal "Carta Aberta", em Março de 2005)
Maremoto e Ministério
Jesus não excluiu ministros do Evangelho ao prever gente “desmaiando de terror por causa do bramido do mar e das ondas” (Lc 21.25). Portanto é bom lembrar que todos cometemos erros e que “se alguém não tropeça no falar, esse é perfeito” (Tg 3.2).
Assombro
Alguns leitores ficaram assombrados com o texto “Quem Deus ouviu primeiro?”, já retirado do site (*) do conceituado pastor Ricardo Gondim. Como as reflexões possíveis não cabem neste espaço, convido os leitores para debatermos as omissões e os mal entendidos que porventura resultem desta coluna.
Por enquanto, vejamos alguns pontos delicados.
Como estava o autor?
Celebrávamos o Natal, cantando, comendo e bebendo, quando 300 mil pessoas morreram e outras milhares perderam tudo, em cenas de horror que levaram Gondim e outros ao pranto, “estado de choque” e noites insones (aliás, sensíveis todos devíamos ser!). Então, que demos um “desconto” ao homem de Deus. É nossa obrigação entender os desabafos de uma pessoa tentando aliviar a pressão da alma ante situações que desafiam nossa teologia (Mc 12.24). Nem sempre nossas emoções e mentes estão equilibradas (2 Tm 1.7), renovadas (Rm 12.1-3) e com a paz (Cl 3.15, Fp 4.7) que traz discernimento e inspiração de Deus.
Deus tem medo de perguntas?
“Se eu, que sou mau, não consigo continuar impassível diante de cenas tão chocantes, Deus conseguiria?”
“E Deus? Não fez nada? Por quê?”
Quando viajo para dar estudos e palestras, estimulo os ouvintes a entregarem perguntas escritas e anônimas (para proteger seus autores). E me assusto. Não pelas perguntas, mas pela indiferença. Certos grupos evangélicos querem “agito”, emocionalismo e apoio a doutrinas de homens, mas não as profundezas de Deus (1 Co 2.1-11). Poucos querem esquentar os neurônios para refletir e estudar. O pior é que muitos pastores – repito: muitos! – preferem ovelhas bobas, confusas e medrosas, que não ousem expor dúvidas honestas e que não venham aos cultos para aprender. Assim eles não têm que ensinar! Fogem da profundidade, temendo afogar-se no que desconhecem (Os 4.6 e Jo 10.10). Não admira que, quando as tragédias ocorrem, não haja respostas.
Mas Deus as tem.
E que respostas!
Ele não tem medo de perguntas.
"Ah! Mas Deus não fez nada!"
Será?
Quando as duas torres caíram (2001), muitos perguntaram aterrorizados por que Deus não impediu ou porque não salvou aquelas pessoas.
Deus se importou e muitos testemunharam de como escaparam. Deus mostrou três classes de pessoas: as que ouviram a orientação de Deus (Hb 3.7; etc.) e saíram das torres, ou que nem foram; as que ouviram mas não obedeceram (não discerniram e não obedeceram a voz de Deus; Jr 7.26, etc.); e as que não ouviram (pois milhões não acreditam que Deus fala) ou que obedeceram a ordens humanas (os bombeiros, por exemplo).
Não conhecemos muitos testemunhos da Ásia, mas afirmo que Deus usou de todos os meios para salvar. Exemplo: quem foi que inspirou os elefantes a fugirem para lugares altos com os turistas – antes de a onda chegar?
Os animais ouviram e obedeceram. Os humanos não!
E quanto às crianças? Foi como na família de Acã: sofreram as conseqüências quando o pai não deu ouvidos à orientação (Ex 20.5; Js 7.24-26; etc.). Ora, se até nas igrejas há desinteresse em aprender a ouvir a voz de Deus (Jo 10.4), o que se espera dos que nem ouviram falar de Jesus?!
Claro que o assunto não está esgotado, mas o espaço está.
Soberania e Poder
Quanto às dificuldades (2 Pe 3.16) relativas à Soberania e Onipotência de Deus, só não temo grandes incompreensões do seguinte resumo porque Dn 12.10 diz que “os sábios entenderão” os tempos finais:
Ao criar o mundo, Deus estabeleceu uma parceria de livre arbítrio, criatividade e autoridade (Gn 1.26,28; 2.19; etc.), mas a obra prima de Sua criação escolheu desobedecer. Pelo pecado, o Marginal-mor penetrou no mundo e arruinou a criação (Gn 3; Jo 10.10; 1 Jo 5.19). Num imenso respeito para com Sua Soberania, Sua Palavra e Sua criatura (nem esta se dá tanto valor!), Deus expulsou o casal do Éden (para não comer da árvore da vida), mas honrou o contrato: manteve a autoridade dada ao homem, inclusive para imobilizar o Marginal (Lc 10.19; Mt 12.29; etc.), e preservou o direito de escolher entre bênção e maldição (Dt 11.26-28). Portanto, a decisão de ouvir e obedecer (ou não) está sobre nós – e a responsabilidade pelas boas (ou más) conseqüências também.
Soberania irresistível
Alguns continuarão crendo numa “vontade de Deus soberana, única e irresistível”. Se é assim, por que é que o Deus que “não quer que ninguém se perca, mas sim que todos cheguem ao conhecimento da verdade” (2 Pe 3.9, etc.) não salva todos à força?
Mesmo com a desgraceira que o pecado causou (Rm 8.22), Deus não foi derrotado. Executará a prisão eterna do Marginal, “derreterá” os átomos da presente criação (2 Pe 3.10) e depois realizará Seu projeto perfeito de amor incomensurável, criando “novos céus e nova terra, onde habita a justiça” (2 Pe 3.13; Ap 21.1; etc.). Mas, na atual dispensação, a essência de Sua vontade é igualmente soberana, irresistível e irrevogável: Ele decidiu que a humanidade é quem escolhe entre a vida e a morte (Gn 2.17; Jo 3.16). E assim é.
É simples: o contrato deu liberdade de decisão ao homem. As conseqüências estão aí.
Isso é glória?!...
Aos que disseram que Deus “não fez nada para manifestar sua glória a um mundo rebelde”, eu perguntaria: estão chamando Deus de incoerente e mentiroso? Ele disse que amou o mundo sobremaneira, mas esses acham que Ele aprendeu a comportar-se como o diabo, matando e destruindo (Jo 10.10); que, num ataque de sadismo maquiavélico, se serve de tragédias para mostrar que é “superior”!...
Se quem falou isso lesse esta coluna, pediria que se calassem, pois Deus não está com problemas de auto-estima!
Breves conclusões
1. Nas crises, é mais prudente buscarmos a Deus em silêncio (Is 30.15). Deus esclarecerá a qualquer de nós que o buscar com diligência (Lc 18.1-8 e Mt 7.8).
2. Melhor entendimento da Palavra e mais experiência no ouvir a voz de Deus produzem confiança na Soberania e Onipotência, tanto na bonança quanto em dificuldades.
3. É necessário “repensar” nossa incredulidade, não nossa teologia. Desta, não seria má idéia jogar boa parte no lixo.
4. Jesus prometeu que o Espírito Santo “dirá delicadamente” toda a verdade (Jo 14.26, orig.), mas, acostumados ao vendaval dos altos brados (mormente nos meios pentecostais), raramente discernimos a voz do Espírito na sua mansidão de brisa (1 Rs 19.11-13).
5. “Tendo ousadia para entrarmos no santíssimo lugar, pelo sangue de Jesus... cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; ... retenhamos inabalável a confissão da nossa esperança, porque fiel é aquele que fez a promessa...” (Hb 10.19-24). Tenhamos ousadia para questionar, mas perguntemos a Jesus, que é o caminho, a verdade e a vida (Jo 14.6) e dá Sabedoria, conhecimento, prudência e discrição (Pv 8.1-12). Quanto mais ousarmos conhecê-Lo, tanto mais Deus comprovará Sua fidelidade: “Clama a mim e responder-te-ei” (Jr 33.3).
Lembremo-nos: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia, pelo que não temeremos... ainda que as águas rujam e espumem, ainda que os montes se abalem pela braveza delas” (Sl 46.1-3).
Ainda não vimos nada! Os montes nem se abalaram!
(*) Site do Pastor Ricardo Gondim: www.ricardogondim.com.br
Maremoto e Ministério
Jesus não excluiu ministros do Evangelho ao prever gente “desmaiando de terror por causa do bramido do mar e das ondas” (Lc 21.25). Portanto é bom lembrar que todos cometemos erros e que “se alguém não tropeça no falar, esse é perfeito” (Tg 3.2).
Assombro
Alguns leitores ficaram assombrados com o texto “Quem Deus ouviu primeiro?”, já retirado do site (*) do conceituado pastor Ricardo Gondim. Como as reflexões possíveis não cabem neste espaço, convido os leitores para debatermos as omissões e os mal entendidos que porventura resultem desta coluna.
Por enquanto, vejamos alguns pontos delicados.
Como estava o autor?
Celebrávamos o Natal, cantando, comendo e bebendo, quando 300 mil pessoas morreram e outras milhares perderam tudo, em cenas de horror que levaram Gondim e outros ao pranto, “estado de choque” e noites insones (aliás, sensíveis todos devíamos ser!). Então, que demos um “desconto” ao homem de Deus. É nossa obrigação entender os desabafos de uma pessoa tentando aliviar a pressão da alma ante situações que desafiam nossa teologia (Mc 12.24). Nem sempre nossas emoções e mentes estão equilibradas (2 Tm 1.7), renovadas (Rm 12.1-3) e com a paz (Cl 3.15, Fp 4.7) que traz discernimento e inspiração de Deus.
Deus tem medo de perguntas?
“Se eu, que sou mau, não consigo continuar impassível diante de cenas tão chocantes, Deus conseguiria?”
“E Deus? Não fez nada? Por quê?”
Quando viajo para dar estudos e palestras, estimulo os ouvintes a entregarem perguntas escritas e anônimas (para proteger seus autores). E me assusto. Não pelas perguntas, mas pela indiferença. Certos grupos evangélicos querem “agito”, emocionalismo e apoio a doutrinas de homens, mas não as profundezas de Deus (1 Co 2.1-11). Poucos querem esquentar os neurônios para refletir e estudar. O pior é que muitos pastores – repito: muitos! – preferem ovelhas bobas, confusas e medrosas, que não ousem expor dúvidas honestas e que não venham aos cultos para aprender. Assim eles não têm que ensinar! Fogem da profundidade, temendo afogar-se no que desconhecem (Os 4.6 e Jo 10.10). Não admira que, quando as tragédias ocorrem, não haja respostas.
Mas Deus as tem.
E que respostas!
Ele não tem medo de perguntas.
"Ah! Mas Deus não fez nada!"
Será?
Quando as duas torres caíram (2001), muitos perguntaram aterrorizados por que Deus não impediu ou porque não salvou aquelas pessoas.
Deus se importou e muitos testemunharam de como escaparam. Deus mostrou três classes de pessoas: as que ouviram a orientação de Deus (Hb 3.7; etc.) e saíram das torres, ou que nem foram; as que ouviram mas não obedeceram (não discerniram e não obedeceram a voz de Deus; Jr 7.26, etc.); e as que não ouviram (pois milhões não acreditam que Deus fala) ou que obedeceram a ordens humanas (os bombeiros, por exemplo).
Não conhecemos muitos testemunhos da Ásia, mas afirmo que Deus usou de todos os meios para salvar. Exemplo: quem foi que inspirou os elefantes a fugirem para lugares altos com os turistas – antes de a onda chegar?
Os animais ouviram e obedeceram. Os humanos não!
E quanto às crianças? Foi como na família de Acã: sofreram as conseqüências quando o pai não deu ouvidos à orientação (Ex 20.5; Js 7.24-26; etc.). Ora, se até nas igrejas há desinteresse em aprender a ouvir a voz de Deus (Jo 10.4), o que se espera dos que nem ouviram falar de Jesus?!
Claro que o assunto não está esgotado, mas o espaço está.
Soberania e Poder
Quanto às dificuldades (2 Pe 3.16) relativas à Soberania e Onipotência de Deus, só não temo grandes incompreensões do seguinte resumo porque Dn 12.10 diz que “os sábios entenderão” os tempos finais:
Ao criar o mundo, Deus estabeleceu uma parceria de livre arbítrio, criatividade e autoridade (Gn 1.26,28; 2.19; etc.), mas a obra prima de Sua criação escolheu desobedecer. Pelo pecado, o Marginal-mor penetrou no mundo e arruinou a criação (Gn 3; Jo 10.10; 1 Jo 5.19). Num imenso respeito para com Sua Soberania, Sua Palavra e Sua criatura (nem esta se dá tanto valor!), Deus expulsou o casal do Éden (para não comer da árvore da vida), mas honrou o contrato: manteve a autoridade dada ao homem, inclusive para imobilizar o Marginal (Lc 10.19; Mt 12.29; etc.), e preservou o direito de escolher entre bênção e maldição (Dt 11.26-28). Portanto, a decisão de ouvir e obedecer (ou não) está sobre nós – e a responsabilidade pelas boas (ou más) conseqüências também.
Soberania irresistível
Alguns continuarão crendo numa “vontade de Deus soberana, única e irresistível”. Se é assim, por que é que o Deus que “não quer que ninguém se perca, mas sim que todos cheguem ao conhecimento da verdade” (2 Pe 3.9, etc.) não salva todos à força?
Mesmo com a desgraceira que o pecado causou (Rm 8.22), Deus não foi derrotado. Executará a prisão eterna do Marginal, “derreterá” os átomos da presente criação (2 Pe 3.10) e depois realizará Seu projeto perfeito de amor incomensurável, criando “novos céus e nova terra, onde habita a justiça” (2 Pe 3.13; Ap 21.1; etc.). Mas, na atual dispensação, a essência de Sua vontade é igualmente soberana, irresistível e irrevogável: Ele decidiu que a humanidade é quem escolhe entre a vida e a morte (Gn 2.17; Jo 3.16). E assim é.
É simples: o contrato deu liberdade de decisão ao homem. As conseqüências estão aí.
Isso é glória?!...
Aos que disseram que Deus “não fez nada para manifestar sua glória a um mundo rebelde”, eu perguntaria: estão chamando Deus de incoerente e mentiroso? Ele disse que amou o mundo sobremaneira, mas esses acham que Ele aprendeu a comportar-se como o diabo, matando e destruindo (Jo 10.10); que, num ataque de sadismo maquiavélico, se serve de tragédias para mostrar que é “superior”!...
Se quem falou isso lesse esta coluna, pediria que se calassem, pois Deus não está com problemas de auto-estima!
Breves conclusões
1. Nas crises, é mais prudente buscarmos a Deus em silêncio (Is 30.15). Deus esclarecerá a qualquer de nós que o buscar com diligência (Lc 18.1-8 e Mt 7.8).
2. Melhor entendimento da Palavra e mais experiência no ouvir a voz de Deus produzem confiança na Soberania e Onipotência, tanto na bonança quanto em dificuldades.
3. É necessário “repensar” nossa incredulidade, não nossa teologia. Desta, não seria má idéia jogar boa parte no lixo.
4. Jesus prometeu que o Espírito Santo “dirá delicadamente” toda a verdade (Jo 14.26, orig.), mas, acostumados ao vendaval dos altos brados (mormente nos meios pentecostais), raramente discernimos a voz do Espírito na sua mansidão de brisa (1 Rs 19.11-13).
5. “Tendo ousadia para entrarmos no santíssimo lugar, pelo sangue de Jesus... cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; ... retenhamos inabalável a confissão da nossa esperança, porque fiel é aquele que fez a promessa...” (Hb 10.19-24). Tenhamos ousadia para questionar, mas perguntemos a Jesus, que é o caminho, a verdade e a vida (Jo 14.6) e dá Sabedoria, conhecimento, prudência e discrição (Pv 8.1-12). Quanto mais ousarmos conhecê-Lo, tanto mais Deus comprovará Sua fidelidade: “Clama a mim e responder-te-ei” (Jr 33.3).
Lembremo-nos: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia, pelo que não temeremos... ainda que as águas rujam e espumem, ainda que os montes se abalem pela braveza delas” (Sl 46.1-3).
Ainda não vimos nada! Os montes nem se abalaram!
(*) Site do Pastor Ricardo Gondim: www.ricardogondim.com.br
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