(Este texto foi originalmente publicado na minha coluna do Jornal Carta Aberta, em Agosto de 2004)
FÉ E CIÊNCIA: ASSUNTO NOSSO
Falar de Ciência e Bíblia seria exibicionismo se não objetivasse despertar os cristãos para desbravar sem temor os caminhos da verdadeira Ciência, pois ela também é Verdade. Se somos luz do mundo, saiamos de “debaixo do alqueire” para iluminar “a todos os que estão na casa” (Mt 5.14,15), inclusive os que têm preconceitos contra Cristo por culpa dos cristãos, quando escolhemos ser ignorantes e não brilhar.
Ciência é assunto nosso
Daniel registrou: nos últimos tempos “a ciência se multiplicará” (Dn 12.4) e “o povo que conhece o seu Deus será forte e fará proezas” (Dn 11.32). É promessa para nós: “em Jesus estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência” (Cl 2.3). Deus recomenda: “A sabedoria é a coisa principal; adquire, pois, a sabedoria; com tudo o que tens adquire o conhecimento” (Pv 4.7, etc.). Ele também adverte: “O meu povo está sendo destruído por falta de conhecimento; como rejeitaste o conhecimento eu também te rejeitarei...” (Os 4.6). E Jesus afirmou: “Errais, não compreendendo as Escrituras nem o poder de Deus” (Mt 22.29; etc.).
Conhecer a Jesus Cristo, que veio em carne, é indispensável para salvação, mas Ele recomenda: “trabalhai até que eu venha” (Lc 19.13, etc.). Entretanto, poucos O glorificam nas atividades seculares (Cl 3.23, etc.), exercendo domínio (Gn 1.26, 28), etc.
Fé também é assunto nosso
Embora pretenda continuar enfatizando “Ciência e Bíblia”, no Carta Aberta e nos demais jornais, esta coluna focaliza a importância de conhecer a Palavra de Deus e honrá-la com obediência prática.
Se “faremos proezas” (Dn 11.32), temos que conhecer a Palavra daquele que cumpre Suas promessas (2 Tm 2.13). No Brasil há leis dando-nos direitos, mas só os garantimos indo à Justiça (como em Lc 18.1). Como o mundo espiritual é semelhante, temos entristecido nosso Advogado (1 Jo 2.1), presenteando nosso adversário com excelente arma para nos destruir: nossa ignorância (Os 4.6).
Os homens ignoram que a Palavra de Deus pode mudar o “impossível”. Ninguém pode fazer nada por si mesmo (Jo 8.28), mas, quando o Espírito de Deus dirige até nossos assuntos de oração (Rm 8.14), cremos com a fé que vem pela Palavra (Rm 10.10-17) e nos colocamos na brecha (Ez 22.30) como intercessores. Assim mudamos as coisas.
Mesmo sendo humano como nós (Tg 5.17), Elias firmou-se com precisão na Palavra (Dt 11.16,17) e obedeceu a orientação precisa de Deus para que ocorresse uma seca de três anos e meio e também para voltasse a chuva (I Rs 17 a 19). Não houve surpresa: os resultados foram precisos. Mas isso poderia ocorrer hoje?
Testemunhos recentes
Há alguns anos, vi um cristão do meu condomínio repreender uma ventania. O vento obedeceu na hora! Neste ano (segunda quinzena de abril) soube de algo mais extraordinário: havendo racionamento de água e desespero no interior gaúcho, o Espírito Santo disse a um cristão (no município de Canguçu) que, se três pessoas jejuassem por três dias, viria chuva de bênçãos, sem trovões nem vendavais, e, naquela cidade, o racionamento de água terminaria ainda em Abril, como prova de resposta de Deus. Três pessoas jejuaram por três dias. Resultado? Três noites de chuva abundante, sem vento nem trovões! E fim do racionamento! Os que jejuaram em concordância (Mt 18.19), com propósito específico (Fp 3.13,14), não foram apenas abençoados: tornaram-se bênção para salvos e para descrentes! Toda honra e glória seja dada a Deus! Ele é fiel!
Mas...
O que aconteceria se o homem de Deus não tivesse discernido a voz do Espírito? Ou se tivesse calado, para não ser considerado maluco? Ou se os ouvintes não cressem que Deus ainda faz prodígios?
Se tempestades e secas fossem a Vontade perfeita de Deus, Jesus jamais teria repreendido uma tempestade e nem teria censurado a falta de fé dos discípulos (Mt 8.24-26). Ele permite as conseqüências da queda (Rm 8.19-23), mas pode livrar os que confiam e que O buscam, respondendo com cura para a terra, mesmo nas crises “naturais” (2 Cr 7.14).
No entanto, o que faremos, se escolhemos crer que esses males são a Vontade de Deus e que não devemos orar por chuva, porque “Deus sabe tudo e ponto final”? Aceitar todas as crises e sofrimentos como “Vontade de Deus” nem exige fé! É fácil crer no mal, pois o mundo jaz no maligno (1 Jo 5.19)! Então não reajamos contra nenhum mal! Não oremos por nada! Não façamos nada!
Se os crentes de Canguçu pensassem assim, teriam ignorado a mensagem, não teriam jejuado e a seca teria continuado até o mês seguinte, como nos municípios vizinhos.
Precisamos lembrar: nenhuma praga atingiu os filhos de Deus que moravam no Egito (v. Êxodo); quem jogou os hebreus na fornalha morreu queimado, mas os filhos de Deus nem foram chamuscados (Dn 3.15-27); os leões jejuaram quando Daniel foi jogado na cova, mas devoraram os inimigos dele com família e tudo (Dn 6.16-24)! Por que a diferença? A convicção dos que creram foi honrada e a incredulidade dos outros lhes trouxe destruição.
Concluindo
Deus nos confiou a responsabilidade de desafiar os modernos “profetas de Baal”. Para isso, temos que ser como Elias. Precisamos ter experiência com Deus, conhecendo a Sua Palavra e também os assuntos seculares. Foi por fé que Elias anunciou a Acabe: “ruído há de abundante chuva” (1 Rs 18.41), mas foi pelo discernimento científico das condições para a chuva que ele confirmou ao rei o que já havia profetizado antes: “sobe para que a chuva não te apanhe” (1 Rs 18.44).
Quando desconhecemos o assunto das pessoas (Ciência, etc.), e até o nosso (a Bíblia), nossa mensagem se torna bobagem e caímos em descrédito. Por isso Paulo recomendou a Timóteo: “Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2 Tm 2.15).
Oxalá despertemos! Que seja assim conosco!
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 comentários:
Postar um comentário