(Este texto foi originalmente publicado na minha coluna do Jornal Carta Aberta, em )
Repercussões
Obrigado a Deus e a Josué Sylvestre, pelo espaço em Carta Aberta. A repercussão das matérias tem sido positiva e bem demonstra o alcance do jornal, como se evidencia pelo interesse dos “leigos” e de alguns pastores, administradores de igrejas e até cientistas.
A matéria divulgada em junho (“Criação mesmo? Ou Evolução?”) e a discussão com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) granjearam ricas relações. Aqui estão duas menções especiais, pelo que significam para os cristãos (já que não há espaço para mencionar todas as preciosas dádivas).
Relembrando: as considerações sobre ciência e similares não objetivam fomentar polêmicas, mas estimular os jovens cristãos a não serem vítimas de “inferioridade”, diante de professores que afirmam que a Bíblia é um mito, etc. O propósito desta coluna é justamente o de fortalecer nos estudantes cristãos a convicção de que Ciência e Bíblia são compatíveis, pois nosso problema está diagnosticado em Os 4.6 e em Jr 48.10: somos destruídos pela falta de conhecimento e amaldiçoados pela negligência.
A primeira menção é do cientista Dr. Enézio E. de Almeida Filho, coordenador do Núcleo Brasileiro do Design Inteligente. O contato resultou da discussão com a SBPC (Carta Aberta, Jun/2004). O NBDI busca divulgar e “defender” a Teoria científica do Design Inteligente, evidenciando que o Universo (incluindo a Vida) resultou de um projeto inteligente e que a Teoria da Evolução se assenta sobre inúmeras premissas falsas. Sobre isto, no e-grupo “Ciência e Bíblia” (que provavelmente será extinto no final de agosto, por falta de interesse) está disponível um arquivo intitulado “NBDI – 10 perguntas do Dr Enézio.doc”.
Crer no Criador requer Fé, mas defender a Teoria do Design Inteligente é Ciência. Não exige fé, pois mostra evidências. Cabe lembrar que nenhuma das perspectivas invalida a possibilidade de mutações pela adaptação ao ambiente. Deus dotou os seres vivos de um Instinto de Conservação tão forte que, em qualquer situação, uma criatura sempre procurará adaptar-se para sobreviver. Um exemplo banal: um casal de animais transferido de seu habitat para um lugar muito mais alto produzirá descendentes que, de alguma forma, compensarão a falta de oxigênio no ar rarefeito. Assim, os humanos que vivem no altiplano boliviano incluem na dieta folhas de coca para mascar. Nós, habitantes de terras mais baixas, temos falta de ar e enormes dificuldades iniciais para trabalhar naquelas alturas, mas eles vivem e trabalham normalmente.
A segunda menção é do Professor universitário Paulo Eugênio Mendonça de Anunciação, cristão Presbiteriano. Leitor do Carta Aberta, ofereceu apoio à defesa da fé e da Ciência, pois ele não apenas crê que Deus é o Criador, mas também que é possível encontrar na Ciência apoio para a fé (e refutação científica para a “religião” em que a Teoria da Evolução se tornou, já que se embasa em um monte de “furos”, sendo metodologicamente anticientífica, mas persegue quem não a aceita).
O forte do Professor Paulo Eugênio é a Física, foco de um texto deslumbrante que bondosamente remeteu. Esperando brevemente uma contribuição para o Carta Aberta, aqui se adianta o “extrato” de um trecho:
“Ouvindo a Física e a Matemática”
“A Ciência nos dá pelo menos estas três evidências (existem mais) a respeito da alta probabilidade de o Universo ter sido criado:
“1 – Existe movimento no Universo [e, conforme a primeira lei de Newton, matéria só tem movimento se for produzido por alguma força externa a ela]. O movimento existente no Universo supõe uma força inicial externa ao próprio Universo, aplicada de forma lógica, racional e bem ordenada. Uma força externa, nessas condições, só é possível ser aplicada por uma Inteligência.
“2 – Existe ordem no Universo. Como podem comprovar a Astronáutica e a Astronomia, cada corpo celeste está colocado em sua própria órbita, de maneira lógica e ordenada. Esta ordem no Universo supõe uma Inteligência, aplicando uma força inicial de maneira racional e matematicamente organizada, pois somente um ser inteligente pode colocar as coisas em ordem.
“3 – Existe uma única fonte de energia no Universo. A Teoria do Campo Unificado (de Albert Einstein) procura demonstrar que os quatro campos de força do Universo provêm de uma só fonte”.
O professor está dizendo que o Universo não se criou e não funciona por si mesmo!
Obrigado, filhos da luz!
Obrigado ao Professor e a outras preciosas figuras citadas na edição de Junho, pela importante contribuição para fortalecer nossas convicções, constantemente atacadas pela “falsamente chamada ciência” (para usar a expressão do Novo Testamento), principalmente nos bancos escolares e através da mídia. Eles são filhos e filhas de Deus “que não têm do que se envergonhar”, pois manejam bem a Palavra da Verdade (2 Tm 2.15).
Por que os teóricos anticristãos procuram os lugares de destaque? Porque idéias são propagadas “de cima”, lâmpadas iluminam quando estão nos lugares adequados e sal dá sabor quando preservado. Mas isto é o que Jesus esperava dos seus seguidores (Mt 5.14-16)! Porém nós, que devíamos propagar a luz da verdade (inclusive a científica), não nos interessamos e não nos preparamos para estar no “velador”, e então, como “servos maus e negligentes” (preguiçosos, numa tradução de Mt 25.26), o nosso lugar é ocupado por outro tipo de “luz”, da qual se pode dizer: “Se a luz que há em ti são trevas, quão grandes trevas serão” (Mt 6.23).
Por que a maioria dos filhos da luz não ilumina? Mt 25.24-29 devia levar-nos à reação imediata, desesperando-nos por remir o tempo e fazer a nossa parte. Quem escondeu o talento (potencial) confessou que foi por causa de negativismos espirituais e psicológicos: “Senhor, eu te conhecia, que és homem duro”. Na verdade, provou que não o conhecia. Depois o acusou de injustiças (“ceifas onde não semeaste e colhes onde não plantaste”), mas concluiu confessando que ele é que era medroso. Por fim, não querendo desenvolver o potencial que tinha recebido, devolveu o talento! A prova que de que o Senhor era justo foi que passou o talento ao mais trabalhador. Ou seja, de alguma forma o estimulou a desenvolver também o potencial que o pessimista (medroso, passivo) desperdiçou.
Desabafo
A realidade atual é triste: o mundo toma tanto de nosso tempo que nos contentamos com a passividade, como vegetais, aceitando as circunstâncias sem qualquer reação. Mas, se há algum esforço neste país para estimular potenciais, desenvolver talentos e produzir frutos no Reino de Deus, tem o apoio de Carta Aberta e desta coluna. Durante décadas fui tímido, quase medíocre, mas ultimamente tenho procurado remir o tempo, custe o que custar. E hoje com profunda dor no coração (Jr 13.17: “se não quiserdes, minha alma chorará em oculto”) que vejo a indiferença dos que vão chegar lá e ouvir: “Servo mau e negligente! Devias...”. Mas me conforta muito pensar que, finalmente, estou me esforçando para fazer tudo que estiver ao alcance (Ec 9.10), a fim de ouvir: “Bom está, servo bom e fiel. Foste fiel no mínimo, sobre muito te colocarei”.
O espaço que esta coluna ocupa só se justifica se você, amável leitor(a), tomar consciência de que é tempo de parar de dizer “não tenho tempo!” e passar a desenvolver o imenso potencial que Deus lhe deu! Com urgência!
Com lágrimas diante do Senhor, meus rogos são no sentido de que esta semente caia em boa terra!
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