(Este texto foi originalmente publicado na minha coluna do Jornal Carta Aberta, em Outubro de 2005)
Sibolete?!
Devemos estudar a bíblia minuciosamente, porque, embora a misericórdia de Deus nos perdoe de tudo, podemos viver prejudicados por coisas sutis.
Sotaque mortífero
O sotaque matou quarenta mil (Jz 12.6). Intimados a dizer “Shibboleth”, os efraimitas pronunciavam “Sibboleth”, denunciando quem eram. Mais adiante, Neemias reprovou, amaldiçoou e espancou certos judeus casados com mulheres “pagãs”, cujos filhos falavam uma mistura de hebraico e asdodita (Ne 13.24).
Atenção: a confusão lingüística era só “sintoma”. O sofrimento veio de individualismo (que costuma esconder orgulho, que se evidencia na “independência” de quem acha que não precisa dos outros), espírito de divisão (que se opõe à unidade de espírito ardentemente desejada por Jesus) e falta de compromisso (irresponsabilidade de servos negligentes, aceitando posturas reprovadas e miscigenação com culturas corrompidas).
E hoje? Há cristãos com “sotaque asdodita”?
Perigo!
Pertencendo à SBPC, discuti com evolucionistas. Combati revistas “científicas” e afirmações heréticas como a de que “homem pode ter cérebro feminino e vice-versa” e de que “saindo das cavernas e levando vida nômade para caçar”, o homem desenvolveu o “instinto da agressividade”, que nem é instinto!
Contra a Galileu, recebi apoio do mais renomado neurocientista brasileiro. Na SBPC, vários outros cientistas cristãos se uniram. Mas, na “família cristã”, muitos estranharão discordar de um homem de Deus (que amo profundamente), que, num excelente estudo sobre casamento, disse que os homens têm espírito “nômade porque no passado tinham que sair para caçar”.
Errado!
Cristãos deviam crer: Deus criou a natureza masculina mais arrojada que a feminina. Atribuir a diferença ao nomadismo e às caçadas é servir ao senhor do Evolucionismo ateu, que a matemática desmascarou, mas usa a tática da serpente para seduzir. É miscigenação! É errar a pronúncia de Chibolete!
A quantos de nós Neemias espancaria por causa da “linguagem asdodita”?
A propósito...
Devemos “quebrar paradigmas”?
Outro líder muito querido ensina sobre “quebra de paradigmas” (para vencer obstáculos, ultrapassar barreiras, alcançar objetivos, etc.). “Paradigma” (padrão, exemplo, parâmetro) tem ricos significados em sociologia, como sinônimo de “conjunto de crenças e valores”. Tudo ótimo. O problema é a origem da idéia: “quebrar padrões” é a mentalidade da Nova Era, com objetivos bem definidos.
Um exemplo de “quebra de paradigmas” é simbolizado pelo “pé de galinha” (círculo contendo a cruz de cabeça para baixo e com os braços quebrados, usado em colares, camisetas, adesivos, etc.). Esse espírito quer quebrar todos os paradigmas “absurdos” dos cristãos: casamento de homens com mulheres, abstinência sexual extraconjugal, salvação só através de Cristo, etc. “Opõe-se contra tudo o que se chama Deus” (2 Tm 2.4).
Nós, cristãos, já temos bastantes problemas de comunicação. A sedução da antiga serpente (Ap 12.9) agora é “quebrar” paradigmas verbais, porque o vocabulário de Cristo não é suficiente; quebrar os paradigmas emocionais do fruto do espírito, pintando-o como impraticável; e aceitar os “paradigmas” comportamentais que “gratificam” já, porque são mais fáceis, embora o nosso paradigma “obsoleto”, a tal de bíblia, chame de obras da carne e avise que são mortais. Mas a antiga serpente afirma que não morreremos nada! Que Deus está “escondendo o jogo”!
Eva e Adão foram nessa conversa e você sabe o resultado. Resta perguntar: para realizar os propósitos de Deus precisamos buscar palavras no dicionário do anticristo?
Por falar nisso...
Palavras têm poder?
Ainda estava gravado na mulher com síndrome do pânico que, aos quatro anos, sentiu medo de montar num boi e o pai repreendeu: “Covarde! Medrosa!”
Era para nós, cristãos, desatarmos pessoas assim (Jo 11.44), mas não queremos aprender nem investir nos outros. Então, uma técnica análoga à Programação Neurolingüística (PNL) resolveu. As palavras negativas a escravizaram ao pânico, mas invertendo-se o processo, a verdade a libertou (Jo 8.32).
Há anos usei um recurso simples de PNL: como a Izabel é excelente em culinária, encrencávamos sempre que ela fazia ambrosia, porque eu comia quase tudo sozinho. Cansado daquilo, pratiquei o que tinha aprendido e, ao tentar provar ambrosia de novo, quase vomitei!
Não é a palavra por si só, nem mágica: palavras associadas a emoções (ligadas a imagens mentais) produzem o mesmo maravilhoso ou terrível efeito neuropsicológico de palavras associadas à visão de fé, seja ela positiva ou negativa (Hb 11.27; Nm 13.27-33; 14.1-11; etc.). A força conjunta de imagens mentais (visão, fé), emoções e palavras é irresistível.
E então, queridos teólogos? Desafio com todo o respeito: provem-me que palavras não têm poder!
Já que falamos em Neurociências...
Contradição?
A Scientific American (out. 2005) afirma que certa descoberta “contradiz a teoria de que a fala evoluiu de novas estruturas neurais exclusivas de humanos”.
Primeiro, a capacidade de falar não evoluiu; foi criada e se desenvolve na prática individual. Segundo, não há “novas estruturas neurais”. São estruturas neurais humanas, não “upgrade” de cérebro de macaco para teste em corpo humano (Mc 12.24). O erro está no raciocínio evolucionista e na preguiça de pensar!
A fala humana é a extrema sofisticação da comunicação do pensamento entre indivíduos. Começa no espírito, que processa o “alimento” mental, emocional e espiritual que lhe damos para “mover” o cérebro (estrutura assombrosa, magnífica, porém imprestável, sem o espírito).
Ou seja, a fala funciona biologicamente através de “estruturas neurais exclusivas de humanos”. Não é a evolução que faz região análoga do córtex de macacos movimentar a mandíbula deles: é inteligência de projeto! Nada mais lógico que a “área motora da fala” (que sincroniza os movimentos da mandíbula) ficar na região das demais áreas motoras cerebrais! Até alguns ateus compreendem que, como todo o universo, a vida é um Design Inteligente (ver sites em Carta Aberta, Agosto/2005).
Já que falamos em revistas...
“O fim do mundo começou”
A manchete de capa da Superinteressante (está nas bancas) também afirma: “Enchentes, epidemias, furacões – para os cientistas, o apocalipse já começou”. Diz ainda que há uma “conspiração para esconder isso”. Podem esconder dos que não estudam a bíblia. Quem estuda compreende os sinais dos tempos e pode alertar os cientistas: preparem-se para muito mais e muito pior!
Isso nem é o princípio das dores ainda, mas a cada dia aparecem mais coisas “apocalípticas”.
Veja esta:
“PAI Póstolo”!
Não estou inventando! Carta Aberta e outros são testemunhas!
Será o “Pai dos Apóstolos”? Dos doze de Jesus? Só dos “apóstolos” brasileiros? Dos latinos? De todos?
“Puseste à prova os que se dizem apóstolos e não são, e os achaste mentirosos” (Ap 2.2). Grandes homens de Deus têm a humildade que falta aos pequenos (no pior sentido). Conheço, nesta geração, um pastor e um evangelista cuja grandiosa obra os qualifica como apóstolos, mas não admitem um título desses. Agora imaginem “paipóstolo”! Como é que fica a ordem de Mt 23.9?
Sem comentários!
“Desapóstolo”
Omito nomes para não imitar “Z”, que, entre outras coisas censuráveis, escreveu: “Nos últimos séculos da historia da fé, ninguém fez tanto mal à ‘igreja’ quanto essa trinca de autores: A, B e C”.
Mas foi justamente Z quem causou o maior mal à ‘igreja’ brasileira! Bem diz a bíblia: “o orgulho precede a queda, e a humildade a honra” (Pv 16.18; etc.). Convivi com Z, antes de sua queda, mas receio que afunde ainda mais, porquanto seus preconceitos pseudoteológicos rotulam servos de Deus mais humildes que ele e que, portanto, são exaltados por Deus, inclusive por continuarem sendo grande bênção para milhões!
Paulo recomenda: “examinai tudo; retende o que é bom” (1 Ts 5.21). Isso faz a diferença.
Getsêmani
Em momentos extremos, ter apoio de alguém é crucial. Quando Jesus disse: “Vós tendes permanecido comigo nas minhas provações” (Lc 22.28), não demorou para constatar, no momento da angústia mais esmagadora, que estava completamente só. Isto pode acontecer justamente quando o peso mais dói. Aquela voz amiga, que outrora gemeu conosco, orando ou confortando, agora se afastou em silêncio, cansada, sem nos compreender. É então que precisamos estar experientes na comunhão com Aquele que enfrentou o terrível sofrimento do Getsêmani. E, mesmo então, poderemos dizer: “Em todas essas coisas somos mais do que vencedores por Aquele que nos amou” (Rm 8.37).
Finalizo com 2 Jo v.12.
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